sábado, 22 de dezembro de 2012

INESC TEC estabelece parceria no âmbito da Engenharia Alimentar

Imagem D/R

A Unidade de Optoeletrónica e Sistemas Eletrónicos (UOSE) do INESC Porto, entidade coordenadora do INESC TEC Laboratório Associado, estabeleceu uma parceria com o Departamento de Engenharia Alimentar da Universidade de Hacettepe (Ankara, Turquia). Numa fase inicial esta colaboração contará com o intercâmbio de um aluno dessa universidade com a UOSE com o objetivo de investigar a viabilidade da utilização de biosensores em fibra ótica para a deteção da Bacteria E. Coli.

Adriano Cerqueira

Esta parceria surgiu através da presença do investigador Pedro Jorge na reunião do COST MP0803 "Plasmonic components and devices", que decorreu em paralelo com a conferência "Nanoplasmonic Sensors and Spectroscopy", em Gotemburgo (Suécia) entre os dias 18 e 22 de setembro.

A mesma base tecnológica abre as portas a novas oportunidades de aplicação e vai também ser explorada num projeto FCT recentemente aprovado, envolvendo o centro de Genética e Bioengenharia da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) e a SOGRAPE, onde será avaliada a possibilidade de autenticar vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) através da assinatura genética das uvas. 

Fonte Original: BIP 120

Equipa do CRACS/INESC TEC em sexto lugar no Assemblathon

Imagem D/R

Uma equipa do Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (CRACS/INESC TEC) alcançou o sexto lugar na primeira edição da Assemblathon, uma competição internacional em que os participantes tiveram a tarefa de montar um genoma simulado.

Adriano Cerqueira

A Assemblathon propôs o desafio de montar um genoma completo a partir da enorme quantidade de pequenos pedaços com sobreposição produzidos pelas máquinas de sequenciação de segunda e terceira geração.

O objetivo desta competição foi avaliar e impulsionar o desenvolvimento de métodos computacionais de montagem de genomas. Nesta edição participaram 17 equipas de  laboratórios e universidades de sete países (Estados Unidos, China, Reino Unido, França, Portugal,  Canadá, Singapura).

Os resultados da primeira edição da Assemblathon foram apresentados num artigo publicado na Genome Research

Fonte Original: BIP 120

INESC TEC no Dia Internacional da Música

Foto: Adriano Cerqueira

O INESC Porto, coordenador do INESC TEC Laboratório Associado, participou nas comemorações do Dia Internacional da Música através de uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Porto, que se realizou na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), no dia 30 de setembro.

Adriano Cerqueira

Nesta mostra, o INESC Porto esteve representado pelo grupo SMC – Sound and Music Computing da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM), que apresentou uma demonstração de músicas Jazz com saxofone (tocado por Mário Santos) e eletrónica em tempo real, uma instalação audiovisual interativa utilizando objetos desenvolvidos no âmbito do projeto Kinetic (algoritmos de geração musical controlados por interfaces gestuais), e a aplicação RAMA (aplicação web para visualização e interação com redes de artistas musicais).

Coordenado pelos investigadores do INESC TEC, Fabien Gouyon e Carlos Guedes, este grupo do INESC Porto/FEUP desenvolve investigação na área de processamento de sinais, reconhecimento de padrões e interação musical homem-máquina. O objetivo é melhorar a capacidade dos computadores para perceber, modelar e gerar sons e música, abordando a comunicação sonora e musical de um ponto de vista multidisciplinar, através da combinação de metodologias científicas, tecnológicas e artísticas.

O grupo SMC trabalha ainda temas nucleares, tais como Recuperação de Informação Musical, Geração Automática de Música, Processamento Áudio e Robótica Musical.

Fonte Original: BIP 120

Partilha de livros entre Unidades

Imagem: The Indy Reading Coalition

A Unidade de Inovação e Transferência de Tecnologia (UITT) do INESC Porto iniciou um processo de partilha de livros entre todos os colaboradores do INESC Porto. Esta iniciativa tem como objetivo promover a partilha de conhecimento e o convívio entre os colaboradores.

Adriano Cerqueira

Inspirada pelo livro What’s Mine is Yours de Rachel Botsman e Roo Rogers, a proposta de projeto social da UITT consiste na contribuição de livros para uma estante partilhada que ficará ao dispor de todos os interessados em os requisitar.

Cada colaborador poderá contribuir com dois livros que deverão ser acompanhados por uma mensagem sobre a doação. Recomenda-se que cada um apenas levante um livro de cada vez, para que a estante não fique vazia, sendo necessário deixar uma mensagem nesse livro para o próximo leitor, antes de o entregar.

São aceites qualquer tipo de livros estendendo a estante a todos os colaboradores com o objetivo de partilhar leituras, sem ter que investir em livros.

A iniciativa partiu de Alexandra Xavier da UITT, com o intuito de criar uma nova ferramenta de consumo colaborativo.

Fonte Original: BIP 120

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

39 nacionalidades compõem o universo multicultural do INESC Porto


Sete colaboradores estrangeiros contam como é viver em Portugal


Edição Imagem: Adriano Cerqueira
72 colaboradores oriundos de 39 países, são estes os números que dão vida ao ambiente multicultural do INESC Porto. Do Reino Unido à Croácia, dos E.U.A. ao Brasil, e até mesmo do Bangladesh e da Malásia, representantes de cada continente dentro de uma instituição que alberga cerca de 600 colaboradores.

Adriano Cerqueira

De origens e culturas tão distintas, como será a adaptação destes colaboradores à vida em Portugal? Quais as principais diferenças entre nós e os seus países de origem? O BIP lançou estas perguntas a alguns dos colaboradores estrangeiros do INESC Porto e do Laboratório Associado que coordena, agora designado INESC TEC. Conheça as respostas.

QI LUO, CHINA


Qi LuoBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
QL) Na verdade existem grandes diferenças entre a cultura portuguesa e a cultura chinesa, desde o sistema política, aos valores éticos. Além destes, uma das coisas que mais me impressionou foi a atitude. Em Portugal as pessoas põem a família e a qualidade de vida em primeiro lugar, enquanto na China as pessoas costumam olhar para o trabalho como a coisa mais importante, acabando por se esquecerem de apreciar a vida. Outra diferença interessante é que os portugueses jantam muito mais tarde. Na China o jantar costuma ser entre as sete e as oito da noite, enquanto em Portugal, pelo menos na minha experiência, o jantar pode começar às dez, ou às onze e prolongar-se até à meia-noite.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
QL) A língua portuguesa é muito difícil de aprender visto que o português e o chinês pertencem a “sistemas” completamente diferentes. Daquilo que eu sei, a maioria dos estudantes chineses têm o mesmo problema com a língua. Contudo, a língua não é um entrave para eu compreender a cultura portuguesa, que é bastante interessante e de fácil adaptação. O povo português é sempre muito simpático. Fui até convidado para passar o Natal com as famílias de vários colegas para experimentar a verdadeira vida portuguesa.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
QL) Acho que é muito difícil responder a esta questão, pois existem muitas coisas que eu gosto em Portugal. Gosto de viajar por Portugal e de conhecer as diferentes cidades que têm sempre uma surpresa para ti. Também acho que a comida em Portugal é das melhores da Europa, alguns pratos são até parecidos com a cozinha chinesa. Claro que em Portugal tenho que falar sobre o vinho: Tem uma enorme qualidade a um preço muito baixo.

BIP) O que faz para se divertir?
QL) Normalmente costumo sair com alguns amigos no meu tempo livre. Durante o fim de semana costumo ir visitar algumas das cidades mais próximas para conhecer melhor o país. Para mim existe um grande número de novidades que valem a pena serem exploradas em Portugal.

SARAVANAN KANDASAMY, MALÁSIA


saravanan.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
SK) Além da língua e da cultura, o tempo também é muito diferente. Enquanto aqui temos quatro estações, no meu país é sempre verão. Quanto à comida, o arroz é um acompanhamento enquanto a carne é o prato principal, já na Malásia é ao contrário! Outra diferença é o café, enquanto aqui quando peço um café dão-me um expresso, lá quando peço um café num restaurante recebo um galão.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
SK) Nem por isso. Malaca, um Reino na Malásia, foi colonizado pelos portugueses durante 130 anos (1511 – 1641). Apesar de o meu português ainda estar na sua infância, mais de 1000 palavras portuguesas foram integradas na língua malaia. Palavras como Gereja (Igreja), Jendela (Janela), Kemeja (Camisa), Garfu (Garfo), e Mentega (Manteiga) são muito familiares para mim. Além disto a extrema bondade do povo português faz-nos (tanto a mim como à minha mulher e filha) sentir em casa à medida que vamos aprendendo a cultura local e a visitar as suas festividades. 

BIP) O que gosta mais em Portugal?
SK) As pessoas são muito bem-educadas e simpáticas, além da Francesinha e do FC Porto, como é óbvio.

BIP) O que faz para se divertir?
SK) Está a brincar? Sou um estudante em full-time!

KRISTEN SCHELL, E.U.A.


kristen.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
KS) A cultura portuguesa no seu todo não é muito diferente do microcosmos dos Estados Unidos onde cresci. Uma das principais diferenças, contudo, é a tendência dos filhos se afastarem das suas famílias depois de saírem da faculdade. Se tivesses crescido numa pequena cidade como a minha, cedo apercebias-te que as ofertas de emprego nas grandes cidades são bem melhores que as que podes encontrar na tua terra, como resultado disso, muitos jovens vão viver para longe das famílias depois de saírem de casa.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
KS) Acho que as duas coisas mais difíceis de me mudar para Portugal foram encontrar casa e aprender a língua. Antes de me mudar, procurei por cursos de português europeu mas não encontrei nenhum na minha zona. Comecei então a recorrer a ferramentas online para aprender português do Brasil, com a ideia que sempre seria melhor que nada. Quando cheguei aqui, as diferenças na maneira de falar foram logo evidentes. Ainda estou a aprender português e a tentar compreender a pronúncia que para mim é a parte mais difícil, mas espero um dia ser capaz de falar de forma fluente. 

BIP) O que gosta mais em Portugal?
KS) As minhas coisas preferidas sobre Portugal são as pessoas, a comida, o vinho e as paisagens. Especialmente no norte de Portugal, as vistas das serras e do oceano são das mais belas que alguma vez vi.

BIP) O que faz para se divertir?
KS) Quando tenho tempo, gosto muito de viajar, de ver novas paisagens e de explorar diferentes culturas. Também gosto ir à praia ou de fazer caminhadas pelo campo.

JEAN SUMAILI, RÉPUBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO


jeansumali.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
JS) A principal diferença entre Portugal e a República Democrática do Congo são as infraestruturas. O Congo é um país em desenvolvimento e ainda está a trabalhar para poder melhorar as suas infraestruturas e aumentar a qualidade de vida.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
JS) Não foi assim tão difícil adaptar-me à língua e à cultura portuguesa pois já tinha tido contacto com línguas latinas anteriormente. A língua oficial do Congo é o francês e passei os últimos 10 anos em Itália antes de vir para Portugal. O mais difícil é ouvir. Os portugueses costumam falar muito depressa. A sua pronúncia é “fechada” e pouco “clara” para compreender com facilidade.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
JS) Na minha opinião aquilo que gosto mais em Portugal são as pessoas e o seu calor característico. Portugal tem integrado com sucesso pessoas de hábitos e origens diferentes num território diversificado em termos do tempo e das condições climáticas.

BIP) O que faz para se divertir?
JS) Adoro ir ao mercado ao sábado de manhã e ouvir os vendedores a pregoar.

MARCOS DOMINGUES, BRASIL


Marcos DominguesBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
MD) Existem várias diferenças, mas para mim as principais são a comida e o clima.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
MD) Não, como sou brasileiro a adaptação à língua e à cultura foi bastante simples.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
MD) A comida, principalmente o bacalhau. Os portugueses têm uma forma fantástica de preparar este peixe.

BIP) O que faz para se divertir?
MD) Gosto muito de viajar por Portugal e também por outros países da Europa.

MOHAMMAD ABDELLATIF, EGITO


abdellatif.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
MA) O estilo de vida no geral, o sistema de saúde em particular. O interesse na investigação científica também é muito maior que no Egito, contudo,não gosto do facto das lojas aqui fecharem por volta das oito da noite, no Egito ficam abertas até bem mais tarde.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
MA) Tirei um curso de português ao longo do último ano o que me ajudou a adaptar tanto à língua como à cultura.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
MA) Gosto muito do clima, principalmente no Porto.

BIP) O que faz para se divertir?
MA) Saio com os meus amigos, jogo futebol, natação e outras atividades similares.

LUCIAN CIOBANU, ROMÉNIA


Lucian CiobanuBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
LC) Do meu ponto de vista não existem diferenças significativas entre Portugal e a Roménia. Penso que cada um tem uma combinação de pequenas diferenças que os tornam únicos.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
LC) Não, muito pelo contrário, penso que em muitos aspetos tanto a língua como a cultura são bastante similares. Quando vim para Portugal demorei pouco tempo a adaptar-me a ambas.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
LC) A comida, os vinhos, o oceano e as suas inúmeras atrações turísticas.

BIP) O que faz para se divertir?
LC) Gosto muito de viajar, de fazer longas caminhadas pela praia e pelas serras.

Fonte Original: BIP 119

INESC Porto desenvolve Portal para o Jornal Público

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Está disponível desde 22 de setembro o P3, um site informativo do jornal Público dirigido a jovens utilizadores, desenvolvido por Ricardo Morla e Bruno Ribeiro, investigadores da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM) do INESC Porto.

Adriano Cerqueira

Produzido por uma equipa mista de jornalistas do Público e de profissionais de sites universitários, este projeto resulta de um consórcio composto pelo Público, Universidade do Porto e INESC Porto, financiado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Trata-se de um projeto inovador ao criar pela primeira vez um produto editorial generalista para um público-alvo de jovens universitários e pós universitários, muitas vezes afastados das versões impressas dos jornais e que apenas consomem apenas as notícias que lhes são recomendadas nas redes sociais.

O P3 possui uma forte componente multimédia, de laboratório de investigação em jornalismo, pois funciona em articulação com a Licenciatura em Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), e de experimentação tecnológica, uma vez que foi desenvolvido pelo INESC Porto.

São três as secções do P3: Cultura, Atualidade e Vícios. A Cultura vive de forma autónoma e nela há espaço para o mp3, os Palcos, os Livros, o Design ou a Arquitetura. Na Atualidade, coexistem os temas clássicos do Desporto, Economia ou Educação. A secção Vícios é uma espécie de suplemento, na qual serão destacados temas como a tecnologia, a moda ou as séries.

Por fim, o site contém uma área privada, à qual se acede por registo, que pode ser feito através de uma conta no Facebook, e na qual o utilizador pode seguir e ser seguido por outros leitores; personalizar as secções e os temas que pretende ler; e usufruir do Inspira-te, uma espécie de mosaico com sugestões de vídeos, fotografias e textos que podem ou não ter sido publicados no site. Pquê? é o seu nome provisório.

Fonte Original: BIP 119

INESC Porto analisa impacto das energias renováveis na Madeira

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O INESC Porto vai realizar um estudo sobre o comportamento do sistema elétrico das ilhas da Madeira e Porto Santo para a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM). O estudo teve início no passado mês de julho e tem como objetivo avaliar os impactos resultantes de um aumento significativo da presença de fontes de energia renováveis no sistema elétrico do arquipélago madeirense e propor soluções adequadas para mitigar esses impactos.

Adriano Cerqueira

O aumento contínuo da integração de energias renováveis (nomeadamente de eólica e solar) no arquipélago da Madeira, estimado até 2020, foi o mote para a prestação de consultoria técnica à EEM.

Num cenário de elevado crescimento do volume de integração de produção de origem renovável, torna-se importante investir em capacidade de armazenamento, com recurso a sistemas hídricos com bombagem, para permitir a transferência da produção de períodos de consumo reduzido para as horas de ponta de consumo.

O estudo protagonizado pelo INESC Porto divide-se em duas vertentes. Numa primeira fase será avaliada a necessidade de recorrer a sistemas hídricos com bombagem com base em tecnologias de frequência variável a instalar nos novos sistemas hídricos reversíveis que serão colocados em serviço pela EEM. Este tipo de tecnologia irá permitir uma maior flexibilidade na compensação das variações da produção de energia de origem renovável, bem como na contribuição para garantir a segurança de operação em situações de curto-circuito.

Na segunda fase, o estudo centrar-se-á na avaliação da adequação do volume de armazenamento e das potências que vão ser instaladas nos equipamentos de produção/bombagem das instalações hídricas. Esta etapa do projeto irá possibilitar a identificação de um conjunto de hipóteses de bombagem, em termos de energia armazenável e potência instalada, que vão permitir limitar o desperdício de energia renovável de acordo com determinados critérios.

O projeto encontra-se já em fase de execução. João Peças Lopes, diretor do INESC Porto, e Carlos Moreira serão os responsáveis pela coordenação do projeto, que conta ainda com a participação de Maria Helena Vasconcelos e Mauro Rosa.

Fonte Original: BIP 119

MammoClass auxilia diagnóstico de Cancro da Mama

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Investigadores do Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (CRACS) do INESCTEC (Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto) construíram o MammoClass, uma ferramenta capaz de estimar a malignidade de nódulos em mamografias, com base em atributos BIRADS (Breast Imaging and Report Data System).

Adriano Cerqueira

A ferramenta encontra-se disponível online podendo ser usada por médicos e radiologistas como um instrumento adicional de diagnóstico.

Este trabalho de investigação foi realizado em colaboração com Elizabeth Burnside e Ryan Woods da Universidade de Wisconsin.

Fonte Original: BIP 119

Feed de Notícias para utlizadores desenvolvido no INESCTEC/CRACS

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Breadcrumbs é o nome do projeto desenvolvido pelo Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (INESCTEC/CRACS) do Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto que tem como objetivo criar uma aplicação baseada na Web para partilhar notícias entre utilizadores.

Adriano Cerqueira

O panorama atual das notícias online possibilita que uma vasta quantidade de informação seja divulgada continuamente, o que força os utilizadores a apenas escolherem a informação que lhes interessa.

O Breadcrumbs consiste no desenvolvimento de uma aplicação que possibilita aos utilizadores escolherem e guardarem as notícias, ou partes de notícias, que acham mais interessantes. Esta informação é então usada para organizar um perfil pessoal do utilizador que, além de agregar as notícias por ele escolhidas, recomenda outros artigos de temáticas similares. O objetivo deste projeto passa pela criação de um sistema híbrido que permita otimizar o “consumo” de notícias por parte de um utilizador.

Ao contrário dos sistemas de feed de notícias existentes no mercado, como é o caso do del.icio.us e do digg, o Breadcrumbs apresenta uma interface intuitiva de drag-and-drop acessível a qualquer um.

O sistema Breadcrumbs está a ser criado no âmbito do programa de Medias Digitais da Universidade do Porto em parceria com a UT Austin. No passado mês de Julho Álvaro Figueira (investigador responsável do projeto) e Henrique Alves, ambos investigadores do CRACS, deslocaram-se à Universidade de Austin (E.U.A.) para se reunirem com Luis Francisco-Revilla com o objetivo de tratar da integração entre os componentes que estavam a ser desenvolvidos no Porto e em Austin.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) este projeto começou a ser discutido em 2010 e reúne colaboradores do CRACS, além das duas universidades parceiras.

Fonte Original: BIP 119

Projeto de previsão de comportamento de consumo no INESCTEC/LIAAD

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Luís Torgo, investigador do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) do INESCTEC, apresentou o trabalho intitulado "2D-Interval Predictions for Time Series" na principal conferência mundial de Data Mining o 17th ACM SIGKDD Conference on Knowledge Discovery and Data Mining (KDD'2011).

Adriano Cerqueira

Neste trabalho é apresentada uma metodologia para previsão de intervalos de valores "normais" (expectáveis) de uma série temporal, numa janela futura de tempo, como por exemplo prever o consumo energético na próxima semana tendo por base uma série de valores diários de consumo.

Este tipo de previsões é também aplicável ao planeamento de produção de forma a satisfazer a oferta de um produto consoante a procura prevista.

O artigo da autoria de Luís Torgo e Orlando Ohashi, também do LIAAD, resulta do trabalho levado a cabo no projeto FCT MORWAQ e faz parte da tese de doutoramento de Orlando Ohashi no programa doutoral MAPi.

Fonte Original: BIP 119

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jovens aprendem a ser empreendedores no INESC Porto

Ciência Viva escolhe INESC Porto para lançar "Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011"


Edição e Fotografia: Adriano Cerqueira

De entre cerca de mil estágios a nível nacional, a Ciência Viva escolheu a proposta “À descoberta do meu lado empreendedor” como "estágio-bandeira" para o lançamento da iniciativa "Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011". O INESC Porto recebeu então, no passado dia 8 de Julho, a apresentação deste programa de estágios que contou com a presença de Rosalia Vargas, Presidente da Ciência Viva, José Manuel Mendonça, Presidente do INESC Porto, e Paulo Ferreira dos Santos, CEO da empresa Tomorrow Options.

Adriano Cerqueira

Criada em 1997 pela Ciência Viva, esta iniciativa já proporcionou a 10 mil estudantes do ensino secundário um contacto direto com o trabalho de investigação em laboratórios e instituições científicas em todo o País. Rosalia Vargas, que preside à Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica desde a sua fundação, contou durante a sessão um pouco da história inicial do programa, que conta já com 15 anos de existência.

Como nos tornamos empreendedores?

“À descoberta do meu lado empreendedor” é o nome do estágio oferecido pelo INESC Porto na já habitual parceria com esta iniciativa da Ciência Viva, que nos últimos anos tem vindo a acolher alunos do Ensino Secundário, fazendo a ponte entre o ensino e o mundo empresarial. Durante uma semana, seis jovens dos 11º e 12º anos tiveram a oportunidade de participar num estágio intensivo no INESC Porto onde aprenderam a ser empreendedores.

Provenientes de Vendas Novas (Évora), Barreiro e Cinfães (Viseu), os alunos aceitaram o desafio proposto pelo INESC Porto para desenvolver um mini-plano de negócios para um produto de base tecnológica tendo em vista o mercado nacional e internacional, dando assim os primeiros passos no mundo do empreendedorismo. Durante o estágio os alunos conheceram as Unidades do INESC Porto, trabalharam nos Laboratórios de Optoeletrónica e Robótica, e tiveram ainda a oportunidade de visitar as empresas FiberSensing e Flupol.

Dois projetos com potencial inovador

Do estágio intensivo realizado pelos jovens empreendedores surgiram duas ideias para produtos de base tecnológica, desenvolvidos em apenas um dia e meio. Um robô cortador de relva automático e um produto de comida autoaquecida, uma espécie de “marmita para o século XXI”, foram as ideias apresentadas pelos alunos Ciência Viva, perante um júri constituído por Luís Guardão da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP) do INESC Porto, José Magano, Administrador da Audolici - Sistemas Eletrónicos de Áudio, S.A., e André Sá, também da UESP.

Ambas as ideias foram desenvolvidas após algumas sessões de brainstorming inspiradas nas visitas que os alunos fizeram aos Laboratórios de Optoeletrónica e Robótica, onde puderam interagir com sistemas de montagem de fibra ótica, e programar robôs para desempenhar tarefas de desvio de obstáculos e mapeamento de percursos. O contacto com o ambiente empresarial das empresas FiberSensing, spin-off do INESC Porto especializada em sensores de fibra ótica, e a Flupol, empresa de revestimentos que colabora com o INESC Porto no projeto SIIARI – projeto que consiste em desenvolver até 2012 uma célula robotizada capaz de permitir a programação de robôs de pintura diretamente por um pintor especializado sem interferência direta de um programador – também foi importante no desenvolvimento dos mini-planos de negócios apresentados pelos alunos.

Uma oportunidade para mais de mil jovens em cada ano

A sessão de divulgação desta iniciativa promovida pela Ciência Viva contou ainda com intervenções de José Sarilho, estágiário Ciência Viva na edição de 2010 e actual aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e de Filipe Marques, participante da edição atual, que partilharam as suas experiências e explicaram como estas os ajudaram a definir o seu futuro percurso académico.

A decorrer entre 31 de maio e 2 de setembro deste ano, a “Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011” proporciona a mais de um milhar de jovens do Ensino Secundário o primeiro contacto com o mundo empresarial e com a investigação científica feita em Portugal.

Tomorrow Options oferece dispositivo médico WalkinSense ao INESC Porto

À margem do lançamento da “Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011”, a Tomorrow Options ofereceu dois exemplares do dispositivo médico WalkinSense produzido pela empresa ao INESC Porto e à FEUP. A Tomorrow Options é uma spin-off INESC Porto/FEUP e participada da InovCapital que já possui filial em Sheffield (Reino Unido) e representa um exemplo de empreendedorismo nacional bem sucedido.

A oferta de um exemplar do WalkinSense, o seu primeiro produto, surgiu como reconhecimento do apoio prestado pelo INESC Porto e pela FEUP na formação da empresa. O WalkinSense é um dispositivo médico que permite monitorizar e minimizar distúrbios nos membros inferiores, com aplicações na podologia, ortopedia e reabilitação.

Estagiários Ciência Viva em Discurso Direto


Filipe Marques

filipe.jpgEste estágio foi bastante relevante para o meu futuro, pois permitiu ver desde o processo de criação até ao de pôr a ideia no mercado. Foi também importante na medida em que tivemos de nos adaptar a um grupo ao qual não estávamos habituados a trabalhar, mas sem dúvida o mais importante foi ver o potencial que existe no nosso pais e aquele que temos dentro de nós que estava ainda por descobrir.

Sónia Miranda

sonia.jpgNão existem palavras que possam descrever esta semana no INESC Porto, apenas posso dizer que foi, sem dúvida alguma, a semana mais intensa que eu já vivi! Gostaria imenso de repeti-la, uma vez que aprendi e diverti-me bastante. As pessoas com quem contactámos foram espetaculares o que possibilitou que esta semana tivesse todo este sucesso. Certamente que esta fantástica experiência me vai ajudar a escolher o meu futuro profissional.

João Santos

outro.jpgO estágio do INESC Porto foi o melhor até agora. Fomos injetados com tanta informação e absorvi o máximo que pude. Notei isto quando acabou o estágio, no caminho de volta: numa conversa normal surgiam comentários do tipo “olha, era uma boa ideia para um produto para a nossa empresa!”. Aprendi muito e agora penso de maneira diferente em relação à economia e às empresas, e, principalmente, aprendi como tenho de prensar quando for para o ensino superior. Agora vou estar preparado e atento a todas as oportunidades de negócio para um dia desenvolver o meu próprio estudo científico com o objetivo de retirar de lá algo economicamente viável para posteriormente constituir uma empresa. Outra coisa que aprendi foi que quando esse dia chegar posso contar com o INESC Porto para me ajudar.

Gustavo Galveias

gustavo.jpgQue posso eu dizer acerca do INESC Porto? É, sem dúvida, uma instituição importante, que faz a ponte entre a investigação científica e o mundo empresarial, com pessoas muito simpáticas e acessíveis, pelo que posso afirmar que adorei o estágio pois, apesar de ter dado imenso trabalho, julgo que fiquei a compreender melhor como é que essa passagem é feita.
Mais importante que isso, percebi que é possível aplicar os resultados de investigação científica de topo ao nosso quotidiano. A nível pessoal, ajudou-me a decidir o meu curso pois, estando eu indeciso entre a área da engenharia e a da economia, percebi que há a possibilidade de enveredar pelas engenharias sem que isso signifique necessariamente um adeus aos negócios e ao empreendedorismo. Para algum aluno do secundário que esteja a ler isto, aconselho-te a fazeres este estágio. Dá trabalho? Dá. Mas vais ver que compensa.

Liliana Vasconcelos

liliana.jpgDurante a semana de estágio passámos por inúmeras experiências: conhecemos pessoas que nos abriram os horizontes para o futuro, aprofundámos os nossos conhecimentos em diversas áreas, ficámos a saber o que é ser um empreendedor em apenas uma semana. Em suma este estágio foi muito enriquecedor e com certeza que nos vai ser muito útil um dia mais tarde quando entrarmos no mercado de trabalho.

Samuel Coelho

Sinceramente, gostei muito deste estágio, aprendi muito mais do que eram as minhas expectativas iniciais. Já tinha frequentado outras atividades de verão, e esta foi sem dúvida a melhor. Admito que foi cansativa e tivemos que nos esforçar bastante pois tivemos pouco tempo para desenvolver o nosso mini plano de negócios, mas no final foi muito gratificante ouvir as críticas construtivas dos júris que avaliaram o nosso projeto.
Tenho que realçar também o trabalho da nossa monitora Raquel Pestana que se dedicou inteiramente e exigiu muito de nós (o que foi bom) e ao mesmo tempo tornou também, a nossa semana num passeio pela cidade do Porto, onde visitámos faculdades, ruas, diferentes espaços da cidade e experimentámos muitas coisas novas!
No final o saldo é extremamente positivo e só tenho pena que apenas uma pequena percentagem dos alunos tenha acesso a este incentivo ao empreendedorismo que sempre foi importante, principalmente nos dias de hoje onde nos deparamos com um mundo de trabalho altamente competitivo.

Fonte Original: BIP 118

José Carlos Princípe recebe IEEE Neural Networks Pioneer Award

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José Carlos Príncipe, Presidente da Comissão de Acompanhamento Científico do INESC Porto, foi recentemente premiado pela Sociedade para a Inteligência Computacional do IEEE com o 2011 IEEE Neural Network Pioneer Award. O prémio será entregue no próximo dia 3 de agosto no jantar de gala da IJCNN 2011 (International Joint Conference on Neural Networks) em San Jose (California, EUA).

Adriano Cerqueira

Este prémio reconhece dois tipos de contribuições pioneiras sustentadas num prazo de pelo menos 15 anos: a compreensão fundamental e a aplicação de engenharia. O prémio é anual e é atribuído a um indivíduo que tenha contribuído para o avanço da teoria, tecnologias e/ou aplicações de redes neuronais através do desenvolvimento de novas tecnologias, permitindo assim desenvolvimentos técnicos inovadores, implementando novos produtos, ou gerindo a conceção ou processos de produção de um produto inovador.

José Carlos Príncipe vê este prémio como “uma grande honra pois a lista dos anteriores candidatos é constituída pelos nomes dos fundadores mais importantes da área de Inteligência Computacional a nível mundial nos últimos 20 anos”.

Além da ligação ao INESC Porto, José Carlos Príncipe é professor na Universidade da Florida (EUA) e na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). No seu historial conta ainda com o IEEE Engineering in Medicine and Biology Society Career Achievement Award atribuído pela Electrical and Electronics Engineers em 2007.

Fonte Original: BIP 118

Artur Pimenta Alves na Direção da RTP Porto

Imagem D/R

O antigo diretor do INESC Porto, Artur Pimenta Alves, foi convidado para assumir a direção do Centro de Produção da RTP Porto e deverá entrar em funções em setembro. O convite surgiu na sequência do trabalho que o atual consultor do INESC Porto tem vindo a desenvolver nesta instituição e na Universidade do Porto na área dos media.

Adriano Cerqueira

“Iniciei a minha atividade no INESC Porto em tecnologias dos media, mas nos últimos anos tenho vindo a promover o desenvolvimento de investigação e de novos ciclos de estudos interdisciplinares em áreas mais largas que vão para além da tecnologia e incluem as ciências da comunicação, as artes dos media, o documentário, etc.. Contribuí também para o arranque do UPTEC PINC - Pólo de Indústrias Criativas do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, que apoia a incubação de empresas na área dos media e das indústrias culturais, lançado pela UPTEC com o apoio do INESC Porto”, conta o professor.

No âmbito destes projetos, o contacto de Artur Pimenta Alves com a RTP surgiu de forma “natural”, tendo em conta o “papel determinante” que a emissora nacional poderá ter na consolidação de todos estes projetos que a Universidade do Porto está a desenvolver.

A aposta na inovação do setor dos media foi um dos principais motivos que levou o antigo diretor do INESC Porto a aceitar este convite. “Aceitei com a convicção de que um operador de serviço público de televisão deve apoiar a inovação e contribuir para o desenvolvimento do setor e entendo que o Centro de Produção do Porto pode aí desempenhar um papel. Será o meu desafio para os próximos tempos”, confessa.

Artur Pimenta Alves deixa ainda uma mensagem de apreço à comunidade do INESC Porto: “Aos que ficam, desejo que continuem o trabalho de qualidade que tem sido desenvolvido.”

Fonte Original: BIP 118

Fibersensing destinguida pela COTEC Portugal

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A Fibersensing, empresa spin-off do INESC Porto, foi distinguida pela COTEC Portugal (Associação Empresarial para a Inovação) com uma Menção Honrosa no âmbito do 8º Encontro Nacional de Inovação, que se realizou no dia 28 de junho, na Culturgest.

Adriano Cerqueira

Esta Menção Honrosa foi atribuída como reconhecimento do produto submetido pela Fibersensing à COTEC, o sistema WindMETER, que consiste numa solução inovadora para a monitorização das pás dos geradores eólicos. Recorrendo à tecnologia dos sensores de fibra ótica, este sistema permite avaliar a condição estrutural e o controlo dinâmico do ângulo de ataque ao vento, contribuindo assim para a redução dos custos de manutenção e para o aumento da capacidade de produção. O WindMETER é particularmente adequado para a monitorização remota de geradores de elevada potência, como é o caso das turbinas off-shore.

Com o tópico “Outsourcing Innovation - Collaborative Innovation Networks”, o evento contou com a presença do professor e investigador do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Peter Gloor, como orador convidado. A sessão de encerramento ficou a cargo do Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva.

Com este evento anual, a COTEC tem como missão promover e premiar a inovação e competitividade nos negócios das empresas estabelecidas em Portugal. 

Fonte Original: BIP 118

Tomorrow Options oferece dispositivo médico WalkinSense

Foto: Adriano Cerqueira

A Tomorrow Options ofereceu dois exemplares do dispositivo médico WalkinSense produzido pela empresa ao INESC Porto e à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Adriano Cerqueira

A oferta de um exemplar do WalkinSense, o seu primeiro produto, surgiu como reconhecimento do apoio prestado pelo INESC Porto e pela FEUP na formação da empresa. O WalkinSense é um dispositivo médico que permite monitorizar e minimizar distúrbios nos membros inferiores, com aplicações na podologia, ortopedia e reabilitação.

A Tomorrow Options é uma spin-off INESC Porto/FEUP e participada da InovCapital, que já possui filial em Sheffield (Reino Unido) e representa um exemplo de empreendedorismo nacional bem sucedido.

A cerimónia teve lugar à margem do lançamento da iniciativa da Ciência Viva “Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011” no passado dia 8 de julho e contou com a presença de Paulo Ferreira dos Santos, CEO da Tomorrow Options, José Manuel Mendonça, Presidente do INESC Porto e Fernando Jorge Monteiro, Vice-Presidente do Conselho Científico da FEUP.

Fonte Original: BIP 118

INESC Porto em projeto sobre redes de transmissão de energia

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto vai participar no projeto europeu “innovative Tools for Electrical System security within Large Areas (iTESLA)”. Inserido no 7º Programa-Quadro da Comissão Europeia, o objetivo deste projeto é desenvolver uma toolbox flexível que permita apoiar no futuro a operação das redes de transmissão de energia elétrica pan-europeias.

Adriano Cerqueira

O consórcio do projeto iTESLA envolve 21 parceiros. A RTE (operador da rede de transporte da França e coordenador do projeto), a REN (Rede Elétrica Nacional, S.A) e a REE (Red Electrica de España) são alguns dos operadores de sistema de transmissão europeus que participam neste projeto. É de destacar o papel do INESC Porto e da Imperial College London como representantes dos centros de investigação e universidades, respetivamente. Em particular, o INESC Porto, através da USE, ficará responsável pelo desenvolvimento do Work Package 7 que diz respeito à integração e validação global das ferramentas de apoio à operação das redes de transmissão desenvolvidas no iTESLA.

O projeto encontra-se neste momento em fase de negociação com a Comissão Europeia. André Madureira da USE e João Peças Lopes, Diretor do INESC Porto, serão os responsáveis pela participação do INESC Porto neste projeto. 

Fonte Original: BIP 118

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

INESC Porto e Marinha Portuguesa assinam acordo de parceria no Fórum do Mar

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O Fórum do Mar, que decorreu entre 16 e 19 de junho na Exponor (Matosinhos), foi o palco escolhido para a assinatura do acordo de parceria entre o INESC Porto e o Centro de Investigação Naval da Marinha Portuguesa. Esta parceria entre as duas instituições tem como objetivo combinar sinergias para atingir uma posição de liderança no contexto da economia do mar.

Adriano Cerqueira

O INESC Porto e a Marinha Portuguesa vão desenvolver sistemas marítimos autónomos para apoio de atividades de busca e de salvamento em caso de catástrofe. Pretende-se que estas ferramentas robóticas sejam dotadas de um grau de autonomia tal que sejam capazes de encontrar sobreviventes humanos de catástrofes e assim libertar as equipas de salvamento das tarefas mais difíceis e perigosas.

Esta atividade conjunta entre o INESC Porto e a Marinha Portuguesa insere-se na componente marítima do projeto europeu ICARUS, e os primeiros veículos robóticos marítimos deverão estar concluídos em 2013. O ICARUS está orçamentado em 17 milhões de euros e junta 23 parceiros europeus.

No âmbito do projeto ICARUS, o INESC Porto e a Marinha Portuguesa reforçam competências para desenvolver um conjunto de sistemas marítimos autónomos de busca e de salvamento. Equipadas com sensores para deteção de humanos e dotadas de capacidade de comunicação com o exterior, estas ferramentas robóticas marítimas vão possuir um elevado grau de autonomia para dar resposta em cenários complexos.

Num cenário ideal, estas tecnologias serão capazes de assumir o papel de veículo automático de assistência às primeiras unidades de intervenção em caso de catástrofes. Estes equipamentos robóticos autónomos serão responsáveis por prestar assistência nas buscas e auxiliar as equipas de salvamento a lidar com as tarefas mais difíceis e perigosas, tais como encontrar sobreviventes humanos. Os trabalhos arrancam em janeiro de 2012 e as primeiras ferramentas robóticas marítimas desenvolvidas no âmbito do ICARUS deverão estar prontas já em 2013.

Para além da participação conjunta neste projeto europeu, o Centro de Investigação Naval da Marinha Portuguesa e o INESC Porto têm mantido colaboração noutras áreas, desde o desenvolvimento de embarcações à vela autónomas a sistemas de proteção marítima.

Para além da assinatura do acordo de parceria com a Marinha, o INESC Porto – que é membro do cluster do Mar, OCEANO XXI - foi ao Fórum do Mar expor o seu portfolio de tecnologias na área da economia do mar. Em destaque estiveram as áreas de Robótica Subaquática (Unidade de Robótica e Sistemas Inteligentes), Comunidade Electrónica Portuária (Unidade de  Sistemas de Informação e de Computação Gráfica) e Fibras Ópticas (Unidade de Optoelectrónica e Sistemas Electrónicos), com particular enfoque para o projeto Lajeado que foi recentemente exportado para o Brasil.


Em Discurso Directo


Guilherme Amaral, ROBIS

gsilva.jpgO balanço que faço é bastante positivo. A participação do INESC Porto no Fórum do Mar foi importante porque permitiu a projecção desta instituição perante várias entidades envolvidas na economia do mar.
Por vezes, a falta de interesse por parte dos media faz com que muita da tecnologia desenvolvida em Portugal seja omitida resultando numa desvalorização dos investigadores nacionais e respectivas instituições. Eventos destes colmatam essa lacuna dando oportunidade à mostra de valências e trabalhos desenvolvidos.

Alfredo Martins, ROBIS 

image_thumb.jpgMuito positivo!
O INESC TEC esteve numa posição de destaque na feira tendo o stand um forte impacto com visibilidade elevada e servindo como pólo de atracção e concentração de convidados e personalidades ligadas ao meio do mar.
Sendo o Forum um evento fundamentalmente virado para profissionais, a presença do INESC TEC contribuiu para a afirmação da instituição como parceiro de referência na economia do mar.
Tal como em outros eventos deste tipo, os resultados só se poderão avaliar a médio e longo prazo. No entanto, quer a multiplicidade de contactos realizados, quer o interesse demonstrado pelos projectos de I&D em exposição (em diferentes perspectivas) e pelas capacidades da instituição em geral, permitem-me estar confiante no sucesso da nossa participação.
Sob o ponto de vista pessoal não posso deixar de estar satisfeito com a forma como decorreu o evento, salientando o profissionalismo e empenho de todos os que comigo participaram e tornaram este, um evento de sucesso para nós.
Faço votos para que sejamos todos capazes de nesta conjuntura difícil sabermos aproveitar as oportunidades que se nos deparam e nesta área de aplicação em particular: o mar, que tanta atenção tem recebido, provemos a mais valia do INESC TEC como pólo motor de desenvolvimento e aplicação de conhecimento e inovação com impacto relevante na economia e sociedade portuguesa.
Fonte Original: BIP 117

INESC Porto vencedor nos Prémios Novo Norte

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O programa estratégico para a capacitação tecnológica e internacionalização (CATAI) valeu ao INESC Porto o galardão “Norte Inovador” nos Prémios Novo Norte, uma iniciativa promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e pelo Jornal de Notícias.

Adriano Cerqueira

Afirmar Portugal internacionalmente, gerar exportação tecnológica e criar empregos a partir de ciência na área da integração de fontes renováveis (e consequente impacto positivo no efeito de estufa) são as principais metas do programa.

Sustentabilidade e eficiência energética são a base do programa CATAI (“Capacitação avançada tecnológica e a internacionalização”), que valeu ontem ao INESC Porto o prémio “Norte Inovador” dos Prémios Norte.

Em linha com a missão do INESC Porto, este programa centrado na energia visa desenvolver soluções tecnológicas adaptadas ao mercado e contribuir para um modelo social e económico mais sustentável. Em causa estão desafios globais como a redução das emissões de gases com efeitos de estufa e aumento das fontes renováveis no mix energético.

A provar a posição de liderança do INESC Porto neste domínio estão parcerias com a indústria, como é o caso da aliança de quase duas décadas com a EFACEC, a parceria com a EDP e a prestação de serviços de consultoria energética em países como Brasil, Espanha, Hungria, Grécia, Cabo Verde, Venezuela e EUA. O INESC Porto incubou ainda duas empresas spin-off de base tecnológica no sector energético, que criaram 15 novos empregos qualificados.

Fonte Original: BIP 117

Estratégias sustentáveis para cidades com auxílio do INESC Porto

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto vai participar no projeto europeu "Design of a decision support tool for sustainable, reliable and cost-effective energy strategies in cities and industrial complexes (CitInES)". Inserido no 7º programa-quadro da União Europeia, o projeto CitInES pretende desenvolver ferramentas para apoiar cidades e empresas industriais a tomar decisões relativas ao planeamento de sistemas de energia.

Adriano Cerqueira

O objetivo final do projeto é estimular um futuro energético sustentável da Europa, disponibilizando ferramentas que considerem as interações entre vários vetores energéticos a diferentes escalas. Avaliar o impacto das estratégias de planeamento urbano e as decisões de investimento em termos económicos, financeiros e ambientais; otimizar a estratégia energética local incluindo a utilização de energias renováveis, a mobilidade elétrica, a coordenação entre diferentes vetores energéticos e o desenvolvimento de redes inteligentes e a gestão da procura, e avaliar os riscos financeiros e ambientais, propondo estratégias robustas face às incertezas relativas ao preço dos combustíveis, são os principais propósitos do CitInES.

O projeto conta com a participação de 11 parceiros, entre os quais INESC Porto, ARTELYS (coordenador do projeto), AIT, CMA-Armines, Schneider Electric e TUPRAS, assim como as cidades de Bolonha e Cesena.

A reunião de arranque (kick-off) será em Paris, em setembro de 2011. Yannick Phulpin (USE) será o responsável pela participação do INESC Porto neste projeto.

Fonte Original: BIP 117