domingo, 23 de dezembro de 2012

Sistemas inovadores de logística interna são aposta do INESC TEC


Otimizar a produção de produtos customizados é o desafio do PRODUTECH


Edição Imagem: Adriano Cerqueira
A Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP), em conjunto com a Unidade de Robótica e Sistemas Inteligentes (ROBIS) do INESC TEC, está a desenvolver um sistema avançado de gestão da logística interna para produtos customizados capaz de gerir diferentes sistemas de movimentação e armazenamento temporário. Esta iniciativa, designada por “PPS3 - Gestão de operações e logística para produtos customizados” e desenvolvida no âmbito do PRODUTECH – Pólo das Tecnologias de Produção, tem também como objetivos o desenvolvimento de um sistema inovador de posicionamento e movimentação de veículos autónomos guiados (AGV - Automated Guided Vehicle), e a integração entre sistemas logísticos e sistemas de gestão empresarial.

Adriano Cerqueira

Com um orçamento de cerca de 280 mil euros, esta atividade tem como objetivo a conceção e o desenvolvimento de sistemas inovadores de logística interna com elevada flexibilidade. Estes sistemas serão baseados em novos módulos de logística interna e mecanismos de movimentação autónomos, capazes de movimentar simultaneamente produto em curso de fabrico e materiais, entre postos de trabalho com rotas de fabrico distintas. Segundo Rui Rebelo da UESP, responsável pelo projeto, o sistema resultante desta atividade será ainda testado nas fábricas ADIRA, produtora de máquinas-ferramentas, e na EFACEC.

Rotas de fabrico mais eficientes para produtos customizados


Melhorar os sistemas atuais de localização, permitindo que os sistemas autónomos se possam movimentar em ambientes onde os sistemas tradicionais não funcionam, ou são demasiado dispendiosos para determinadas aplicações, são os principais desafios desta iniciativa.

Caracterizada por pequenas quantidades, diversas rotas de fabrico em produção simultânea e uma grande diversidade de matérias-primas a distribuir pelos postos de trabalho no momento e na quantidade certa, a produção de produtos customizados afirma-se como uma das principais problemáticas que este projeto procura resolver.

A eficiência de um sistema de produção de produtos customizados está diretamente relacionada com a flexibilidade do sistema de logística interna e dos setups mais fáceis de efetuar, envolvidos na troca de produtos entre os equipamentos produtivos.

Os sistemas logísticos têm assim um papel fundamental na gestão da complexa rede de fluxos de materiais e de informação, assim como na movimentação e armazenamento da grande variedade de produtos em curso de fabrico e na gestão simultânea de diversas rotas de produção.

Melhorar a flexibilidade dos sistemas logísticos é o desafio


A rigidez dos sistemas atuais de logística interna faz com que as empresas não possam evoluir os seus mecanismos de produção para permitirem a oferta de uma maior gama de produtos customizados. Para resolver esta problemática, esta atividade centra-se na conceção e no desenvolvimento de sistemas capazes de movimentar simultaneamente produto em curso de fabrico e materiais, entre postos de trabalho, com rotas de fabrico distintas e dinâmicas.

Este projeto desenvolvido no âmbito do PRODUTECH visa atingir a flexibilidade total nos sistemas de logística interna, ao permitir que a movimentação do produto em curso de fabrico entre os diversos postos de trabalho e armazéns não tenha limites de rotas de ligação ou de meios de movimentação. Diminuir os tempos de movimentação em relação aos tempos de produção será um fator determinante para a obtenção da flexibilidade total do sistema.

De acordo com Rui Rebelo, este projeto vai desenvolver “um conjunto de módulos logísticos altamente flexíveis, tendo por base AGVs com novo sistema de localização, com aplicação em toda a indústria cuja produção se foca em produtos customizados e numa grande variedade de artigos em produção simultânea”.

Veículos Autónomos são a solução


O recurso a veículos autónomos guiados (AGVs) de baixo custo, capazes de movimentar os produtos ao longo do processo de fabrico entre os postos de trabalho e os armazéns, é uma das soluções propostas para melhorar a flexibilidade do sistema.

Atualmente existem AGVs de diversas dimensões e com sistemas de posicionamento distintos, aplicados a operações que tipicamente estão desacopladas umas das outras, mas com custos e especificações não apropriadas à situação abordada neste projeto.

O “PPS3 - Gestão de operações e logística para produtos customizados” pretende assim melhorar os sistemas de posicionamento atual de forma a tornar os AGVs ainda mais livres e autónomos na sua capacidade de movimentação. Estes sistemas de posicionamento deverão permitir ainda uma flexibilidade suficiente para serem utilizados na carga de camiões com dimensões diversas e sem marcações de guiamento.

Este novo sistema logístico de elevada flexibilidade será gerido segundo uma lógica de serviço tendo na sua configuração final diversos componentes logísticos tais como AGVs, tapetes de movimentação, manipuladores, assim como uma framework genérica de gestão, integração e otimização de todos os componentes logísticos disponíveis na empresa.

Nova framework permite acelerar o processo de fabrico


A framework de gestão que será desenvolvida vai permitir uma visão global dos recursos logísticos disponíveis na empresa. Por exemplo, mediante um pedido de movimentação lançado por um posto de trabalho ao terminar uma operação ou por um supermercado solicitando a reposição de um artigo, o sistema de gestão global será capaz de determinar qual o melhor meio logístico para proceder à execução do pedido.

Liderada por Rui Rebelo (UESP) e António Paulo Moreira (ROBIS), a equipa da atividade 2 do PPS3 do PRODUTECH é ainda composta por Paulo Costa, Hélio Mendonça, Héber Sobreira e Miguel Pinto da ROBIS, e por António Correia Alves, Pedro Ribeiro e Paulo Sá Marques da UESP.

O novo conceito de logística interna de elevada flexibilidade desenvolvido pelo INESC TEC vai possibilitar a produção de produtos customizados de uma forma eficiente, ao permitir a livre movimentação de todo o produto pelo seu curso de fabrico. Este projeto visa assim eliminar as operações que não acrescentam valor ao produto final, otimizando os recursos produtivos na produção customizada com recurso a rotas de fabrico distintas, possibilitando assim uma reformulação do layout fabril sem ser condicionado pelo sistema logístico já existente.

O INESC TEC promove o desenvolvimento de projetos no âmbito do PRODUTECH, inserido num universo de 66 entidades promotoras ligadas a este Pólo. A “PRODUTECH – Associação para as Tecnologias de Produção Sustentável” é a principal entidade promotora com o objetivo de implementar iniciativas de eficiência coletiva que visem a inovação, a qualificação e a modernização das empresas produtoras de tecnologias de produção.

Fonte Original: BIP 121

sábado, 22 de dezembro de 2012

INESC TEC participa em Projeto Europeu de Otimização Industrial

Imagem D/R

O INESC TEC, através do INESC Porto, vai participar no projeto europeu Adventure (Adaptive Virtual Enterprise Manufacturing Environment) com o objetivo de criar um quadro de referência, suportado por uma plataforma tecnológica, que permita desenhar, desenvolver e executar processos de negócio num contexto de “empresas virtuais”.

Adriano Cerqueira

O Adventure vai desenvolver soluções avançadas que permitem  o desenho e a execução de processos de negócio, a gestão da base de conhecimento e a troca de informação entre fábricas que integram os modelos de organização conhecidos como ‘empresas virtuais’. Abrangendo todo o ciclo de vida, o projeto vai ajudar as fábricas a irem além das limitações operacionais hoje existentes através do desenvolvimento de metodologias, ferramentas e de soluções que possibilitem, num contexto de grande dinâmica de mercado, explorar o conceito de ‘plug-and-play’ na integração de parceiros de negócio na “empresa virtual”.

A otimização global dos processos inerentes a toda a cadeia de valor será possível através de uma plataforma inovadora. Entre variadas funcionalidades já identificadas de suporte à gestão do ciclo de vida, serão criados objetos inteligentes que poderão, por exemplo, dar apoio à monitorização e adaptação de processos operacionais.

O projeto, com duração de três anos, tem um orçamento de 3,7 milhões de euros financiado pelo 7º Programa-Quadro (7th Framework Programme) da Comissão Europeia, em conjunto com os parceiros tecnológicos e industriais, assim como os institutos de investigação envolvidos no desenvolvimento do Adventure.

Sob a coordenação da Universidade de Darmstadt (Alemanha), o Adventure envolve um total de 10 parceiros: TIE, Ascora e iSOFT na vertente tecnológica, Universidade Técnica de Darmstadt (Alemanha), INESC Porto, Universidade de Vaasa (Finlândia) e a Universidade de Vienna (Áustria) como institutos de investigação e TANET, ABB e Azevedos Indústria como organizações no papel de utilizador.

Coordenada por Américo Azevedo, a equipa do INESC TEC responsável pelo projeto é composta por José Faria e Filipe Ferreira da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP). 

Fonte Original: BIP 120

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sistemas de Gestão de IDI promovidos por INESC Porto e UPIN

Foto: Adriano Cerqueira

O INESC Porto e a Universidade do Porto Inovação (UPIN) organizaram um ciclo de workshops com o objetivo de sensibilizar as empresas nacionais para a mais-valia da implementação de sistemas de Gestão de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI). Além da divulgação, aprendizagem e discussão, esta parceria tem uma componente de consultoria associada à realização de ações de diagnósticos às práticas de Gestão das atividades de IDI de empresas portuguesas bem como apoio à sua implementação.

Adriano Cerqueira

O projeto insere-se no âmbito do GAPI 2.0 - Gabinetes de Valorização do Conhecimento pela promoção do Empreendedorismo, Inovação e Propriedade Industrial, projeto apoiado pelo Sistema de Incentivos a Ações Coletivas (SIAC) do Programa Operacional Fatores de Competitividade do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). Um dos objetivos do GAPI 2.0 é a promoção de uma campanha de divulgação dos sistemas de gestão de IDI (SGIDI), sensibilização para a certificação de IDI e incentivo à implementação desses SGIDI em empresas portuguesas. Para a concretização dos objetivos, a UPIN recorreu aos serviços de consultoria da Unidade de Inovação e Transferência de Tecnologia (UITT) do INESC Porto.

Neste âmbito foram realizados cinco workshops sobre os seguintes temas: “identificação e classificação das atividades de IDI”, “práticas de inovação aberta”, “criatividade nas organizações” e “casos práticos na implementação de sistemas de gestão de IDI”. Os workshops tiveram lugar entre abril de 2010 e março de 2011.

Segundo fonte da UPIN, a parceria com o INESC Porto apresentou bons resultados. “As empresas aderiram aos workshops que contaram, em média, com 21 participantes vindos de empresas de variados setores de atividade. As iniciativas de divulgação originaram até ao momento seis diagnósticos de IDI a empresas realizados pelo INESC Porto, estando actualmente a iniciar-se uma implementação de um SGIDI apoiado pelo INESC Porto”, salienta a mesma fonte.

Concluída a fase de diagnósticos está agora a ser implementado um sistema SGIDI na Cerealis Produtos Alimentares, detentora da marca Milaneza.

Fonte Original: BIP 115