quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

INESC TEC desenvolve sistema de Internet e Televisão Digital para Autocarros da STCP


SITMe é o nome do projeto que nos próximos seis meses vai circular na Linha 207 da STCP


Foto e Edição: Adriano Cerqueira
SITMe (Serviços Integrados para Transportes Metropolitanos) é o nome do sistema de Internet e televisão digital desenvolvido por um consórcio liderado pela Xarevision, no qual participaram o INESC TEC e as Faculdades de Engenharia (FEUP) e de Economia (FEP) da Universidade do Porto, para os autocarros da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP). Este sistema já se encontra disponível para os utilizadores na linha 207 (Campanhã/Mercado da Foz) da STCP.

Adriano Cerqueira

Com uma duração de seis meses, o SITMe vai estar presente em 11 autocarros e, através de dois ecrãs instalados nos veículos, vai disponibilizar notícias, informação e entretenimento aos passageiros. O Semanário Grande Porto e o Porto Canal são os meios responsáveis por disponibilizar informação atualizada sobre a região do Grande Porto.

Múltiplas tecnologias garantem conectividade permanente


Este equipamento de comunicações para transportes públicos é capaz de usar várias tecnologias de redes sem fios tais como 3G, Wi-Fi ou WiMax. O equipamento escolhe de forma inteligente e cognitiva a tecnologia que garanta maior largura de banda (bit/s) em cada ponto do percurso da linha de autocarros, oferecendo uma extensa capacidade de comunicação aos passageiros do autocarro.

A experiência dos utilizadores dos transportes públicos da área metropolitana do Porto sai assim melhorada porque este sistema de comunicações garante um acesso à Internet com largura de banda máxima em todos os pontos do percurso, sendo capaz de atingir débitos na ordem dos 40 Mbit/s. Além dos serviços de Internet e TV Digital para os utilizadores, o SITMe pode ainda vir a ser usado na implementação de serviços de videovigilância ou de serviços de apoio ao condutor do veículo, contribuindo assim para uma gestão mais segura e eficiente da rede de transportes públicos.

Intermodalidade no horizonte do SITMe


A arquitetura de comunicações desenvolvida encontra-se preparada para que no futuro possa incluir metros e táxis, permitindo que os passageiros usem o serviço de forma contínua durante uma viagem que inclua diferentes tipos de transporte.

O projeto SITMe teve início em Setembro de 2009, desde então foi desenhada a arquitetura do sistema atual e desenvolvido todo o software que está neste momento em funcionamento nos autocarros. Com menos de um mês de operação, o piloto conta já com milhares de utilizadores do serviço de acesso à Internet a bordo dos autocarros e com dezenas de GByte de tráfego transferidas.

SITMe é base para novos projetos de redes sem fios


Tânia Calçada, investigadora do INESC TEC envolvida no SITMe, afirma que este projeto abre as portas para novas iniciativas no âmbito das redes sem fios. “Após os seis meses de duração do piloto, o SITMe chegará ao fim. Mas, na área de redes sem fios da Unidade de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC vão continuar os trabalhos de investigação no âmbito das redes de comunicações sem fios vocacionadas para transportes. A experiência e o conhecimento adquiridos durante este projeto deram já origem a novas ideias que serão exploradas em novos projetos de I&D e teses de doutoramento”, salienta.

O SITMe é uma iniciativa QREN, financiada pela  União Europeia - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do PO Norte, que recebeu igualmente apoios da ELO – Sistemas de Informação, da ISGUS (ELO Ibérica S.A.), da ONI e da empresa Porto Digital.

Apresentado no passado dia 22 de dezembro nas instalações do INESC TEC, o SITMe estará disponível durante os próximos seis meses de forma gratuita para os utentes da linha 207 da STCP.

Entrevista a Hélder Fontes (UTM)


Foto: Adriano Cerqueira
BIP - Como surgiu a ideia para este projeto?

Hélder Fontes - A ideia deste projeto surgiu em 2005 durante a definição das teses de doutoramento dos meus colegas Pedro Fortuna e Gustavo Carneiro.

BIP - Em que âmbito se insere a sua dissertação no contexto do SITMe?

HF - A minha dissertação pretende melhorar o desempenho do sistema de comunicações desenvolvido neste projeto usando o conhecimento e a experiência adquiridos.

BIP - Em que fase se encontra o desenvolvimento da dissertação?

HF - Neste momento encontra-se concluída a fase de definição do problema que pretendo abordar. Estou agora numa fase de recolha de dados que caracterizam a operação do protótipo real do SITMe, constituído pelos 11 autocarros da linha 207 da STCP. Esta informação vai ajudar-me a validar as minhas contribuições.

BIP - Quais os resultados esperados?

HF - Pretendo, no final da minha dissertação, ter criado uma nova geração do sistema de comunicações atualmente usado no SITMe. Esta versão deverá ser mais eficiente a tirar partido das várias redes multi-tecnologia existentes, traduzindo-se num melhor desempenho da rede veicular oferecida e, por conseguinte, numa melhor qualidade de serviço para os seus utilizadores.

Fonte Original: BIP 123

TriMARES premiado em ano de ouro para a Robótica do INESC TEC


ROBIS é agora a maior unidade de Robótica do Norte do País


Edição de Imagem: Adriano Cerqueira
Com elementos cuja atividade remonta a 1993 com os primeiros passos registados em diversas áreas como o Futebol Robótico e a robótica submarina, a Unidade de Robótica e Sistemas Inteligentes (ROBIS) do INESC TEC tem-se afirmado como uma das unidades com maior índice de crescimento dentro do universo INESC TEC. Para António Paulo Moreira, um dos coordenadores da ROBIS, a afirmação desta unidade tem demonstrado bons resultados: “O crescimento da ROBIS é muito positivo, quer em termos de número de elementos, quer em termos de qualidade dos recursos humanos e das condições de trabalho. Passámos de nove elementos em 2009 para mais de 50 em 2012 com proveitos na ordem de um milhão de euros em 2012. Atualmente estão em curso na Unidade 28 teses de doutoramento e 30 teses de mestrado.”

Adriano Cerqueira

A ROBIS foi oficialmente estabelecida em 2009 como fruto da colaboração entre diferentes docentes e investigadores do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) que desenvolviam as suas atividades de investigação na área da Robótica e Sistemas Inteligentes. Inicialmente a unidade estava dividida entre a Robótica terrestre (veículos terrestres autónomos e manipuladores) e a Robótica “aquática” (barcos autónomos e submarinos autónomos), tendo a integração no INESC TEC levado a um maior aumento da cooperação entre os investigadores.

Crescimento contínuo com aposta na internacionalização


Em Fevereiro de 2011 a ROBIS deu um passo importante no crescimento da sua atividade através da fusão entre os grupos de robótica do INESC TEC e do ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto) – Grupo de Robótica e Sistemas Inteligentes (ROBIS) e Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA), respetivamente. A nova face da Unidade de Robótica traçou como objetivo ganhar uma dimensão internacional, através da aposta em mercados em forte expansão. Um passo estratégico daquela que é agora a maior unidade de robótica do Norte do país. A fusão entre os grupos de robótica do INESC TEC e do ISEP teve ainda como objetivo otimizar recursos, incrementar sinergias e fortalecer a capacidade científica e tecnológica de ambas as instituições.

Associar a nível internacional a robótica ao nome INESC TEC é a principal meta para o futuro da ROBIS. “No futuro pretende-se melhorar o networking internacional, nomeadamente, no imediato com a Europa e com a Austrália e através do reforço dos contactos já existentes com o Brasil. O objetivo é que o INESC TEC seja internacionalmente reconhecido e associado à Robótica. Pretende-se também reforçar os recursos humanos com contratações e com a criação de bolsas para mestres, doutorados e técnicos”, afirma António Paulo Moreira.

Neste momento a ROBIS está presente em cinco projetos Europeus, dos quais se destacam o projeto ICARUS e o projeto Increase Autonomy for AUVs – Unmanned Maritime Systems (UMS) da European Defence Agency (EDA). O projeto ICARUS, realizado em conjunto com a Marinha Portuguesa, tem como objetivo desenvolver sistemas marítimos autónomos para apoio de atividades de busca e de salvamento em caso de catástrofe. As ferramentas robóticas que estão a ser desenvolvidas vão ser dotadas com um grau de autonomia que as torne capazes de encontrar sobreviventes humanos de catástrofes e assim libertar as equipas de salvamento das tarefas mais difíceis e perigosas. Já o UMS está a ser desenvolvido para a EDA com o objetivo de aumentar a capacidade de veículos subaquáticos autónomos em aplicações na área da defesa naval, nomeadamente, na deteção de minas marinhas e respetivas contras-medidas.

Prémio Inovação da Exame Informática distingue TriMARES


A evolução da ROBIS foi recentemente premiada com o reconhecimento do submarino robô TriMARES na categoria de Inovação dos Prémios “O Melhor de 2011” da revista Exame Informática. Estes prémios têm como objetivo dar a conhecer pessoas e empresas que se distinguem no desenvolvimento de novas tecnologias a nível nacional.

O TriMARES é um robô de monitorização de meios aquáticos que foi recentemente exportado para o Brasil, num projeto em cooperação com a Universidade Federal de Juiz de Fora, com o objetivo de ser usado para examinar o fundo da albufeira do Lajeado, recolher dados sobre a qualidade das águas e verificar as condições do paredão da barragem. Este equipamento de monitorização é capaz de inspecionar estruturas de barragens e o assoreamento das bacias, com grau de precisão na ordem dos centímetros e em tempo real. O robô TRIMARES é uma evolução do submarino MARES também desenvolvido pela equipa do INESC TEC e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e que tem sido usado em campanhas de monitorização ambiental desde 2007.

Para António Paulo Moreira este prémio é “um reconhecimento pela excelente qualidade da investigação desenvolvida na Unidade, geradora de aplicações e equipamentos inovadores”. “Um prémio mais do que merecido para os intervenientes”, acrescenta.

Semantic Pacs com Menção Honrosa na categoria de Software


Além do TriMARES também o projeto Semantic Pacs foi galardoado com uma Menção Honrosa na categoria de Software. Desenvolvido pela Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM) do INESC TEC, em conjunto com uma equipa da FEUP, o Semantic Pacs permite uma análise automatizada de mamografias. O processo é feito por comparação tendo como base casos similares, sendo que o software analisa e valida automaticamente os casos em que o resultado do diagnóstico do cancro da mama é claro. Este sistema permite uma fiabilidade de 100% na deteção de tumores malignos. Reduzindo o tempo de espera pelo diagnóstico, e consequentemente o desgaste emocional das pacientes, este projeto representa um avanço significativo na deteção do cancro da mama.

A entrega dos prémios decorreu durante a conferência “O Melhor do Portugal Tecnológico”, organizada pela Exame Informática e pelo Expresso, que teve lugar no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, no dia 5 de Dezembro.

O Prémio “O Melhor de 2011” na área da Inovação para o submarino robô TriMARES, vem galardoar da melhor forma um ano de forte crescimento para a Unidade de Robótica e Sistemas Inteligentes. A ROBIS reforça assim a sua presença na área da robótica, consolidando-se como uma unidade de referência da robótica portuguesa, com reconhecimento a nível internacional.

Em Discurso Direto


Foto: Adriano Cerqueira
Edimar Oliveira, Leonardo Honório e Pedro Barbosa, Professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e colaboradores do projeto TriMARES no Brasil 

BIP - O que estão a achar da vossa participação no INESC Porto?

Pedro Barbosa e Edimar Oliveira - A interação com os pesquisadores do INESC Porto e da FEUP está sendo muito boa. Estamos tendo a oportunidade de observar e participar em estudos realizados pela unidade  de Robótica e Sistemas Inteligentes, particularmente aqueles ligados ao OceanSys Lab. Esta parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) vai impulsionar o nosso grupo de pesquisa na área de Robótica e Automação Industrial.

BIP - Que mais-valias podem retirar desta experiência?

PB&EO -  Em 2009 foi criado na UFJF o curso de Graduação e a Linha de Pesquisa na Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) na área de Robótica e Automação Industrial. Portanto, esta nossa participação na ROBIS vem ao encontro da nossa intenção de iniciar esse novo curso a partir de conhecimentos e pesquisas consolidadas e premiadas mundialmente. 

BIP - Qual o impacto do TriMARES? Como está a correr a prestação do submarino robot no Brasil?

PB&EO - O impacto do TriMARES está acontecendo nas esferas regional e nacional. Na UFJF o TriMARES está desempenhando um papel muito positivo para a visibilidade do novo curso motivando o ingresso de novos alunos e investigadores para o grupo de Robótica. Na esfera nacional o TriMARES deverá iniciar as tarefas de prospeção e investigação de assoreamento em barragens e lagos de usinas hidrelétricas no Brasil. Além disso, pesquisadores do Centro de Pesquisa da Petrobras (CENPS) em visita ao laboratório demonstraram bastante interesse no desenvolvimento desta tecnologia para prospeção em águas profundas.

Fonte Original: BIP 122

sábado, 22 de dezembro de 2012

INESC TEC no Dia Internacional da Música

Foto: Adriano Cerqueira

O INESC Porto, coordenador do INESC TEC Laboratório Associado, participou nas comemorações do Dia Internacional da Música através de uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Porto, que se realizou na Biblioteca da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), no dia 30 de setembro.

Adriano Cerqueira

Nesta mostra, o INESC Porto esteve representado pelo grupo SMC – Sound and Music Computing da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM), que apresentou uma demonstração de músicas Jazz com saxofone (tocado por Mário Santos) e eletrónica em tempo real, uma instalação audiovisual interativa utilizando objetos desenvolvidos no âmbito do projeto Kinetic (algoritmos de geração musical controlados por interfaces gestuais), e a aplicação RAMA (aplicação web para visualização e interação com redes de artistas musicais).

Coordenado pelos investigadores do INESC TEC, Fabien Gouyon e Carlos Guedes, este grupo do INESC Porto/FEUP desenvolve investigação na área de processamento de sinais, reconhecimento de padrões e interação musical homem-máquina. O objetivo é melhorar a capacidade dos computadores para perceber, modelar e gerar sons e música, abordando a comunicação sonora e musical de um ponto de vista multidisciplinar, através da combinação de metodologias científicas, tecnológicas e artísticas.

O grupo SMC trabalha ainda temas nucleares, tais como Recuperação de Informação Musical, Geração Automática de Música, Processamento Áudio e Robótica Musical.

Fonte Original: BIP 120

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

INESC Porto desenvolve Portal para o Jornal Público

Imagem D/R

Está disponível desde 22 de setembro o P3, um site informativo do jornal Público dirigido a jovens utilizadores, desenvolvido por Ricardo Morla e Bruno Ribeiro, investigadores da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM) do INESC Porto.

Adriano Cerqueira

Produzido por uma equipa mista de jornalistas do Público e de profissionais de sites universitários, este projeto resulta de um consórcio composto pelo Público, Universidade do Porto e INESC Porto, financiado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Trata-se de um projeto inovador ao criar pela primeira vez um produto editorial generalista para um público-alvo de jovens universitários e pós universitários, muitas vezes afastados das versões impressas dos jornais e que apenas consomem apenas as notícias que lhes são recomendadas nas redes sociais.

O P3 possui uma forte componente multimédia, de laboratório de investigação em jornalismo, pois funciona em articulação com a Licenciatura em Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), e de experimentação tecnológica, uma vez que foi desenvolvido pelo INESC Porto.

São três as secções do P3: Cultura, Atualidade e Vícios. A Cultura vive de forma autónoma e nela há espaço para o mp3, os Palcos, os Livros, o Design ou a Arquitetura. Na Atualidade, coexistem os temas clássicos do Desporto, Economia ou Educação. A secção Vícios é uma espécie de suplemento, na qual serão destacados temas como a tecnologia, a moda ou as séries.

Por fim, o site contém uma área privada, à qual se acede por registo, que pode ser feito através de uma conta no Facebook, e na qual o utilizador pode seguir e ser seguido por outros leitores; personalizar as secções e os temas que pretende ler; e usufruir do Inspira-te, uma espécie de mosaico com sugestões de vídeos, fotografias e textos que podem ou não ter sido publicados no site. Pquê? é o seu nome provisório.

Fonte Original: BIP 119

MammoClass auxilia diagnóstico de Cancro da Mama

Imagem D/R

Investigadores do Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (CRACS) do INESCTEC (Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto) construíram o MammoClass, uma ferramenta capaz de estimar a malignidade de nódulos em mamografias, com base em atributos BIRADS (Breast Imaging and Report Data System).

Adriano Cerqueira

A ferramenta encontra-se disponível online podendo ser usada por médicos e radiologistas como um instrumento adicional de diagnóstico.

Este trabalho de investigação foi realizado em colaboração com Elizabeth Burnside e Ryan Woods da Universidade de Wisconsin.

Fonte Original: BIP 119

Feed de Notícias para utlizadores desenvolvido no INESCTEC/CRACS

Imagem D/R

Breadcrumbs é o nome do projeto desenvolvido pelo Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (INESCTEC/CRACS) do Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto que tem como objetivo criar uma aplicação baseada na Web para partilhar notícias entre utilizadores.

Adriano Cerqueira

O panorama atual das notícias online possibilita que uma vasta quantidade de informação seja divulgada continuamente, o que força os utilizadores a apenas escolherem a informação que lhes interessa.

O Breadcrumbs consiste no desenvolvimento de uma aplicação que possibilita aos utilizadores escolherem e guardarem as notícias, ou partes de notícias, que acham mais interessantes. Esta informação é então usada para organizar um perfil pessoal do utilizador que, além de agregar as notícias por ele escolhidas, recomenda outros artigos de temáticas similares. O objetivo deste projeto passa pela criação de um sistema híbrido que permita otimizar o “consumo” de notícias por parte de um utilizador.

Ao contrário dos sistemas de feed de notícias existentes no mercado, como é o caso do del.icio.us e do digg, o Breadcrumbs apresenta uma interface intuitiva de drag-and-drop acessível a qualquer um.

O sistema Breadcrumbs está a ser criado no âmbito do programa de Medias Digitais da Universidade do Porto em parceria com a UT Austin. No passado mês de Julho Álvaro Figueira (investigador responsável do projeto) e Henrique Alves, ambos investigadores do CRACS, deslocaram-se à Universidade de Austin (E.U.A.) para se reunirem com Luis Francisco-Revilla com o objetivo de tratar da integração entre os componentes que estavam a ser desenvolvidos no Porto e em Austin.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) este projeto começou a ser discutido em 2010 e reúne colaboradores do CRACS, além das duas universidades parceiras.

Fonte Original: BIP 119

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Palco Mobile no Android Market

Foto: Adriano Cerqueira

O Palco Mobile já se encontra disponível no Android Market. Esta aplicação para Android foi desenvolvida pelo INESC Porto LA para o portal Palco Principal e surge no âmbito do projeto Palco 3.0.

Adriano Cerqueira

Carlos Almeida, investigador do INESC Porto, é o responsável pelo desenvolvimento do Palco Mobile. Esta aplicação permite aos artistas e ouvintes registados no Palco Principal, ouvir as suas músicas favoritas, acederem a perfis de artistas e ouvintes, ver fotos e ouvir músicas recomendadas, além de poderem ler ou enviar mensagens e aprovar comentários.

O Palco3.0 é um projeto de I&D cofinanciado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), em copromoção entre o INESC Porto LA – através da Unidade de Sistemas de Informação e Computação Gráfica (USIG), da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM), do Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (CRACS) e do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) – e as Faculdades de Engenharia, Ciências e Economia da Universidade do Porto.

Produto da empresa UBBIN Labs Lda, o Palco Principal é a maior e mais importante rede social de origem portuguesa na área da música.

O Palco Mobile pode ser obtido a partir deste link: 

Fonte Original: BIP 117

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

INESC Porto desenolve aplicação para Android

Imagem: Adriano Cerqueira

Palco Mobile é o nome da Aplicação para Android desenvolvida pelo INESC Porto para o portal Palco Principal, um espaço de encontro para artistas, ouvintes e profissionais do mundo da música. Esta aplicação surge no âmbito do projeto Palco 3.0.

Adriano Cerqueira

Carlos Almeida, investigador do INESC Porto, é o responsável pelo desenvolvimento do Palco Mobile. Esta aplicação permite aos artistas e ouvintes registados no Palco Principal, ouvir as suas músicas favoritas, acederem a perfis de artistas e ouvintes, ver fotos e ouvir músicas recomendadas, além de poderem ler ou enviar mensagens e aprovar comentários.

O Palco Mobile encontra-se em fase de beta testing, recorrendo à colaboração de utilizadores para identificar possíveis “bugs” na aplicação, que se encontra disponível para download no seguinte endereço: http://douro.inescporto.pt:8080/palcomobile.apk

Os utilizadores interessados em testar o Palco Mobile devem ter como requisitos mínimos um smartphone com Sistema Operativo Android 2.1 ou superior. Para testar a aplicação é necessário um registo válido no portal Palco Principal.

O Palco3.0 é um projeto de I&D cofinanciado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), em copromoção entre o INESC Porto LA – através da Unidade de Sistemas de Informação e Computação Gráfica (USIG), da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM), do Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados (CRACS) e do Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) – e as Faculdades de Engenharia, Ciências e Economia da Universidade do Porto.

Produto da empresa UBBIN Labs Lda, o Palco Principal é a maior e mais importante rede social de origem portuguesa na área da música.


Fonte Original: BIP 116

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sistema informático de avaliação de intervenções de cancro da mama é aposta do INESC Porto

Imagem D/R

Criar um sistema de referência na comparação de resultados estéticos do tratamento conservador do cancro da mama é o mais recente desafio da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM) do INESC Porto.

Adriano Cerqueira

3D BCT (3D Models for Aesthetic Evaluation and Prediction of Breast Cancer Interventions) é o nome do projeto que surge em continuidade com a atividade de investigação do Breast Research Group. O trabalho recente nesta linha de investigação permitiu ao Breast Research Group desenvolver o BCCT.core, um sistema informático para avaliação estética do resultado do tratamento conservador do cancro da mama.

O projeto 3D BCT surge da necessidade de ultrapassar as limitações encontradas no nosso trabalho precedente e também nas expectativas atuais relacionadas com a diversidade de intervenções mamárias atualmente disponíveis. O desenvolvimento de novas técnicas para tratamento de cancro da mama, denominadas oncoplásticas levantou, além do problema da avaliação do resultado estético, o da seleção da técnica mais adequada à doente a tratar.

Dado que uma fotografia só da doente não serve para o efeito referido e que apesar das imagens 3D terem um forte potencial, existem vários fatores que limitam o seu uso em larga escala, como o custo elevado do equipamento e a necessidade de pessoal para executar os varrimentos, fundir as imagens e realizar análise volumétrica, o 3D BCT foca-se no desenvolvimento de reconstruções 3D a partir de uma ou mais imagens não calibradas das doentes.

Outro objetivo deste projeto é a investigação de um método de ajuste automático de um modelo deformável e paramétrico aos dados tridimensionais da mama da doente, usando uma abordagem de ajuste inspirada em modelos físicos. Este modelo vai poder ser usado na avaliação quantitativa do resultado estético das várias intervenções cirúrgicas possíveis.

O 3D BCT é um projeto FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) com a duração de três anos, que conta também com a participação da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). O INESC Porto faz-se representar por Jaime Cardoso e Hélder Oliveira da UTM.

Fonte Original: BIP 114

Carlos Guedes apresenta projeto de Inteligência Artificial na Casa da Música

Imagem Casa da Música

Carlos Guedes, investigador da Unidade de Telecomunicações e Multimédia (UTM) do INESC Porto, apresentou na Casa da Música o Kinetic, um projecto que desenvolve algoritmos de geração musical controlados por interfaces gestuais.

Adriano Cerqueira

O projecto Kinetic foi demonstrado numa instalação composta por um gamelão, conjunto de instrumentos milenares com origem na Indonésia, que é controlado através de um controlador Wii que  permite controlar o tempo com que a música é gerada, e por um computador responsável pela geração musical

“A grande inovação reside no que está entre a interface – pode ser um comando da consola Wii, por exemplo – e o resultado musical que é produzido”, explica Carlos Guedes em declarações à TVI24. “O que estamos a desenvolver é inteligência musical em algoritmos que permitem a pessoas controlar processos musicais em tempo real a partir de controladores gestuais”, esclarece o professor, acrescentando que “o que fica a meio do caminho é um programa de computador dotado de inteligência musical que consegue transformar os gestos em frases musicais, ou seja, o som que ouvimos tem melodia”.

Desenvolvido em conjunto por investigadores do INESC Porto e da Universidade de Austin (Estados Unidos), o Kinetic conta também com a parceria da empresa YDreams e está integrado no programa “Digitópia” da Casa da Música.

A “Digitópia” foi criada em julho de 2007 e traduz-se numa plataforma que promove a música digital.

Para mais informação visite: http://smc.inescporto.pt/

Fonte Original: BIP 113
Imagem HGC2011
A equipa Moscow Continuous Skeleton Team (MCST) foi a vencedora da primeira edição da Hand Geometric Points Detection Competition (HGC2011), organizada pelo INESC Porto. A competição contou com um total de 15 concorrentes de nove nacionalidades.

Adriano Cerqueira

O melhor português foi Diogo Martins, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que ficou em terceiro lugar. O segundo lugar foi para Alberto de Santos (Espanha). A equipa SCAB12 (França) e Dushyant Goyal (Índia), fecharam o top5 da competição.

O desafio que esta competição coloca aos participantes consiste no desenvolvimento de um algoritmo optimizado para maximizar o rigor da detecção de nove pontos característicos da mão, com vista à utilização em sistemas de reconhecimento biométrico, eliminando as tradicionais restrições impostas durante a aquisição. Na maioria das vezes recorre-se a posicionadores para obrigar o utilizador a colocar a mão numa posição determinada. No entanto, para além de desconfortáveis, estes fixadores causam deformações na mão que dificultam a extracção de características. Nesta competição estas restrições foram eliminadas durante a fase de aquisição das imagens, tendo o utilizador tido total liberdade de posicionamento da mão e configuração dos dedos.

Os sistemas de reconhecimento baseados em características extraídas da mão (geometria ou informação palmar) são das mais antigas ferramentas biométricas para autenticação e identificação automática de pessoas, estando disponíveis desde os finais da década de 1970. Estes dispositivos, usados maioritariamente para controlo de acesso, têm aplicações diversas, por exemplo, nas áreas da defesa e da segurança. Contudo, este tipo de sistemas tem-se tornado muito interessante no círculo académico, principalmente com o progresso da investigação e desenvolvimento em áreas associadas à Visão Computacional durante a última década.

A HGC2011 foi organizada por Filipe A. Magalhães, Hélder P. Oliveira e Hélder Matos, investigadores do INESC Porto.

Fonte Original: BIP 113

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

No Comment: Symmetry


Symmetry é uma instalação interactiva que aborda o conceito de “Futuro”. Dois corredores desprovidos de iluminação dão ao utilizador a possibilidade de explorar dois universos assimétricos: o futuro negativo e o futuro positivo. Diversos estímulos audiovisuais (imagens, sons, vídeos e iluminação) proporcionam a quem visita uma experiência introspectiva de reflexão sobre o estado actual do mundo e o caminho que a Humanidade hoje percorre.