sábado, 22 de dezembro de 2012

INESC TEC com presença reforçada na Investigação para a Saúde


20 Projetos da Área da Saúde apresentados na Mostra Health Cluster


Edição Imagem: Adriano Cerqueira
O INESC TEC esteve presente na Mostra Health Cluster Portugal, que se realizou no passado dia 27 de setembro no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, em Braga.

Adriano Cerqueira

Esta iniciativa teve como objetivo funcionar como uma plataforma para a divulgação de invenções e tecnologias na área da saúde, promovendo um ponto de encontro entre instituições de I&D, universidades, gabinetes de transferência de tecnologia, hospitais e empresas ligados ao Health Cluster Portugal,  e um fórum para a apresentação das tecnologias mais inovadoras desenvolvidas em Portugal na área da saúde.

Nesta Mostra, o INESC TEC apresentou mais de 20 projetos ligados à saúde e bem-estar, estando representado pela quase totalidade das suas Unidades e pela empresa spin-off Tomorrow Options.

Smart Health, uma aposta ganha


Com a missão de desenvolver atividades de I&D competitivas a nível internacional, e de agir como uma interface eficaz entre universidades, empresas, administração pública e sociedade, o INESC TEC procura elevar a qualidade da ciência e da investigação feita em Portugal para aumentar a competitividade das suas empresas a nível internacional através da aposta em investigação de relevância social com um grande impacto económico.

A Smart Health surge então como um dos maiores desafios. Com um total de 20 projetos desenvolvidos na área da saúde, o INESC TEC reforça a sua presença numa das áreas com maior impacto a nível social e económico.

Sensores de Fibra Ótica


Na aplicação de sensores de fibra ótica na saúde destacam-se os projetos Hybrid, Oxygen e SENRONS. O Hybrid é um dispositivo optoelectrónico de microfluídos para análise e diagnóstico de células, capaz de diagnosticar doenças como a Malária e a Babesiose, enquanto o Oxygen recorre a sensores de fibra ótica para medições distribuídas de temperatura e de oxigénio dissolvido no sangue, com o objetivo de facilitar as medições destes parâmetros durante ressonâncias magnéticas.

O SENRONS também recorre a sensores de fibra ótica para determinar espécies reativas de oxigénio (ROS) e de nitrogénio (RNS) em sistemas biológicos. Estes sensores podem ser usados para medir as espécies oxidadas para estudos in vivo do stress oxidante, através de uma tecnologia baseada em nanopartículas luminescentes capazes de discriminar entre diferentes espécies reativas de oxigénio e de nitrogénio.

Medição e Imagem Ótica


FIBDOSE, FLUOROCT e HIRESOMI são os projetos INESC TEC na área da medição e imagem ótica com aplicações no diagnóstico clínico. O FIBDOSE consiste em dosimetros para dosimetria in vitro e in vivo para radioterapia e braquiterapia externas. Dispositivos dosimétricos proporcionam um controlo em tempo-real do tratamento de radioterapia, minimizando e otimizando a exposição do paciente à radiação ionizada. O FLUOROCT baseia-se em mapeamento de distribuição de doses e simulações Monte Carlo em CT-fluoroscopia no transporte de radiação. Os resultados deste projeto poderão melhorar a proteção do paciente e do pessoal de apoio quando expostos a radiação. Já o HIRESOMI (HIgh RESolution Optical Measurement and Imaging) usa tecnologias óticas inovadoras para medições não-invasivas com recurso a ótica de alta resolução.

Soluções portáteis de monitorização


O INESC TEC está também presente na reabilitação e fisioterapia através dos projetos PROLIMB, W2M2 e BIOSWIM. No PROLIMB recorre-se a sensores eletrónicos para a deteção e profilaxia de patologias dos membros inferiores, através da medição de variáveis cinemáticas, como os movimentos lineares e angulares das coxas e das pernas, e dos sinais mioeléctricos associados à atividade dos músculos mais importantes envolvidos na locomoção. O seu posterior processamento e análise poderá ajudar os médicos a tomar decisões acerca da terapia. Este projeto visa obter uma solução de captura sem fios destes sinais, mesmo em pacientes com sérias deficiências ou inaptidões físicas, uma vez que o sistema será integrado numa plataforma de tecido técnico vestível.

O W2MW (Wireless Wearable Modular Monitoring System) é um sistema sem-fios de assistência na reabilitação, simples, low-cost e multifuncional baseado em componentes que podem ser montadas e geridas por médicos e terapeutas numa plataforma inovadora. Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de novos modelos e a criação de standards capazes de alterar a dinâmica terapeuta-paciente. Clínicas e hospitais podem otimizar os seus recursos com esta fonte complementar de terapia. Já o BIOSWIM é um sistema de interface corporal baseado em monitorização integrada que pode ser usada pelo paciente. Uma solução universal para monitorizar sinais fisiológicos e biomédicos de um nadador sob condições de treino normais tanto dentro como fora de água, com possíveis aplicações na hidroterapia.

Integração de Sistemas Eletrónicos e Optoeletrónicos


SMARTBIO, BIOMOTION e BIOPELVIC são também apostas nas áreas da reabilitação física e próteses médicas. O SMARTBIO tem como objetivo a aquisição de dados sobre a folga de próteses de fémures e ancas. A artroplastia total da anca junta a prótese da anca ao osso com material biocompatível, com um rácio alto de sucesso. O SMARTBIO estuda a fiabilidade de um sistema laboratorial que pode identificar o início de fraturas no manto de cimento do osso que possa aparecer à medida que o osso é decomposto e a articulação é desgastada ao longo do tempo. Um método de monitorização não-invasivo do nível de deslocamento de próteses de ancas com sensores de fibra ótica de Bragg embutidos com sistemas de comunicação sem-fios que definem metodologias de prevenção clínica e de correção. 

O BIOMOTION foca-se na perceção de locomoção biológica, psicofísica integrada, neurofisiologia e modelação computacional. Este projeto irá ajudar a compreender os aspetos funcionais da visão, extrair dados relevantes para a visão artificial e avaliar a possibilidade de manufatura de estruturas óticas deste tipo.

O BIOPELVIC é um estudo de doenças do soalho pélvico feminino. Prolapso vaginal, incontinência urinária e fecal e outras anomalias relacionadas com os sistemas urinário e gastrointestinal estão todas ligadas aos músculos do soalho pélvico e afetam 40% da população entre os 45 e os 85 anos. Através de ultrassom, processamento de imagens e reconstrução 3D é criado um modelo anatómico com a dinâmica cinemática e as características da cavidade pélvica de forma a ajudar os médicos a tomar decisões sobre o diagnóstico e tratamento de trauma para os pacientes e seus familiares.

Computer Vision e Reconhecimento de Padrões


Comparação estética e diagnóstico do Cancro da Mama são os objetivos dos projetos BCCT e Semantic PACS. BCCT.core (Breast Cancer Conservative Treatment) é um sistema médico gerido por computador com o objetivo de avaliar de forma objetiva e automática os resultados estéticos do tratamento conservador de cancro da mama para comparar resultados e melhorar a prática nesta área.

Intitulado Semantic PACS, este sistema inovador permite uma fiabilidade de 100% na deteção de tumores malignos. Reduzindo o tempo de espera pelo diagnóstico, e consequentemente o desgaste emocional das pacientes, este projeto representa um avanço significativo na deteção do cancro da mama.

Ainda na área de diagnóstico do Cancro da Mama, o INESC TEC desenvolveu também o MammoClass: uma ferramenta capaz de estimar a malignidade de nódulos em mamografias, com base em atributos BIRADS (Breast Imaging and Report Data System). A ferramenta encontra-se disponível online podendo ser usada por médicos e radiologistas como um instrumento adicional de diagnóstico.

Computação Gráfica e Ambientes Virtuais para Ambient Assisted Living


CAALYX, eCAALYX, CAALYX-MV, AAL4ALL, ICT4Depression e LUL abrem a porta ao desenvolvimento de tecnologia para Ambient Assisted Living no apoio a idosos e a pessoas com necessidades de acompanhamento. O CAALYX - Complete Ambient Assisted Living Experiment apresenta um sistema que oferece uma maior autonomia aos idosos, através da oferta de serviços de acompanhamento remoto de forma transparente e não intrusiva, permitindo-lhes continuar a viver em suas casas.

Já o eCAALYX é um projeto do programa europeu AAL Joint Programme cujo objetivo é desenvolver um sistema para acompanhamento ambulatório de utilizadores com múltiplas doenças crónicas (comorbilidade). Por sua vez, o CAALYX-MV procura a validação para o mercado da tecnologia CAALYX. O objetivo é prolongar o tempo de permanência segura em casa e aumentar a autonomia e a independência dos idosos. O sistema CAALYX monitoriza então o estado de saúde e o bem-estar social dos utilizadores, fornecendo as ferramentas e os serviços necessários para suportar as atividades diárias, com enfoque em parâmetros como o conforto, a segurança, a eficiência energética e a comunicação.

O projeto AAL4ALL pretende criar um ecossistema que potencie o desenvolvimento de soluções comerciais na área do Ambient Assisted Living (AAL) em Portugal. O principal objetivo do AAL4ALL é criar um quadro que facilite o desenvolvimento de tecnologias que permitam reduzir os custos de apoio e melhorar a qualidade de vida dos idosos portugueses.  

Ainda na área do apoio à população idosa, o LUL (Living Usability Lab) apresenta-se como um projeto para redes de nova geração que disponibiliza serviços e tecnologias inovadores para melhorar a qualidade de vida de cidadãos idosos e de pessoas com necessidades especiais de forma a promover um envelhecimento ativo.

Outro projeto, desta vez ligado à depressão, é o ICT4Depression. Este projeto tem como objetivo ajudar as pessoas que sofrem de depressão através de um sistema que fornece de forma automática os cuidados de que estas necessitam. Ao contrário dos outros sistemas já existentes, este projeto envolve o uso de biosensores não intrusivos, ligados ao corpo do paciente. Estes sensores fornecem dados sobre ritmos cardíacos e outras informações fisiológicas vitais através de bluetooth para o telemóvel do paciente, ou através da internet, com sugestões de ações que permitam responder às necessidades do paciente.

Gestão de Informação e de Sistemas no combate ao VIH/SIDA


SI.VIDA é o nome do projeto INESC TEC com a finalidade de desenvolver um sistema informático requerido pela Coordenação Nacional para a Infeção VIH/SIDA– Ministério da Saúde (CNSIDA), passível de ser distribuído e utilizado por todas as unidades de saúde que seguem e tratam pessoas infetadas pelo VIH/SIDA. Para além de contribuir para a uniformização de processos clínicos, o Sistema Informático do VIH/SIDA (SI.VIDA) deverá possibilitar uma transferência de dados da forma  mais transparente possível e, em última instância, uma melhor avaliação e gestão dos recursos envolvidos. Este sistema já está a ser testado em vários hospitais, nomeadamente: Hospital de São João (Porto), Egas Moniz (Lisboa), Hospital de Faro, Hospital de Vila Nova Gaia e Hospital Universitário de Coimbra.

Otimização e apoio à decisão


KEP (New models for enhancing the kidney transplantation process) é o projeto INESC TEC com o objetivo de investigar e desenvolver novos métodos para facilitar e melhorar decisões associadas a ações de transplantes de rim com dadores vivos. O KEP apresenta-se como um importante projeto de gestão e planeamento na área da saúde pública, através do desenvolvimento de métodos de otimização avançados para a resolução do problema de emparelhamento de doentes renais com dadores vivos. Este mecanismo de troca entre pares pode ser definido como troca de rim emparelhada (Paired Kidney Exchange, PKE): transplante entre pares dador-paciente, em que cada paciente recebe o rim do dador de outro par. Para extrair o benefício coletivo máximo para um conjunto de pares dador-paciente será necessário determinar a solução que maximiza, por exemplo, o número de transplantes possíveis, respeitando restrições de compatibilidade entre outras.

Também é de destacar o WalkinSense desenvolvido pela empresa spin-off Tomorrow Options. Em cada ano 15% dos diabéticos no Reino Unido desenvolvem uma úlcera no pé, e para 15% deles a amputação é a única opção. O WalkinSense é um dispositivo de análise médica que fornece dados quantitativos e qualitativos sobre a pressão plantar dinâmica e sobre a atividade do utilizador. Direcionado para atividades clínicas este projeto fornece informação para a prescrição e avaliação de órteses e a comparação dos testes dos pacientes para avaliar a sua evolução. O WalkinSense pode ser usado dentro de um ambiente clínico com destaque para as áreas da ortopédica, neurologia, cardiologia, pediatria, reabilitação e aplicações desportivas.

Otimização, Data Mining e Simulação


Por fim, destaca-se o ORPlan (An integrated framework for operating room capacity planning and scheduling), projeto INESC TEC que tem como objetivo desenvolver um quadro integrado para planeamento e calendarização da capacidade de uma sala de operações. Este projeto procura construir um suporte para responder ao problema da otimização da sala de operações, combinando data mining avançada com otimização e técnicas de simulação. Este protótipo de software foi implementado para manualmente calendarizar o planeamento de operações.

Estes projetos reafirmam o crescimento do INESC TEC no desenvolvimento de aplicações para a área da saúde, destacando a importância do investimento nestas tecnologias para melhorar a qualidade de vida de pacientes, idosos, doentes crónicos e pessoas com mobilidade reduzida.

Fonte Original: BIP 120

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Relações interunidades reforçam união do INESC Porto LA

LAI, UOSE Weekly Presentations, Show&Tell e WOW Meetings são importantes passos na partilha de conhecimento


Imagem D/R

O sucesso da primeira pré-LAI (Linhas de Ação Inter-Unidades) em Otimização (OIL) deu lugar à recente constituição de uma segunda pré-LAI do INESC Porto LA dedicada a Signal Processing and Machine Learning (SPML). Esta iniciativa de promover as relações entre as diversas unidades do Laboratório Associado, tal como as UOSE Weekly Presentations, Show&Tell e WOW Meetings, incentiva a partilha de conhecimento e a colaboração entre os investigadores que compõem o INESC Porto LA.

Adriano Cerqueira

Estes foros de discussão entre investigadores promovem o diálogo interdisciplinar, assim como o reconhecimento do trabalho efetuado e estimulam a construção de futuros contactos, mesmo quando o objetivo não passa pelo recrutamento de novas colaborações.

WOW Meetings promovem diálogo entre investigadores

As WOW Meetings são uma das atividades da LAI em otimização que promoveu recentemente diversos projetos apresentados na última chamada da FCT, estando neste momento em estudo a possibilidade de submissão de propostas de projetos internacionais.

João Pedro Pedroso, investigador da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP) do INESC Porto e responsável pelas WOW Meetings afirma que “estas sessões têm constituído momentos privilegiados de encontro da comunidade do INESC Porto LA interessada em otimização, com um impacto que extravasa o perímetro da instituição”. “É de realçar a participação de cientistas de renome mundial, o que a longo prazo irá permitir aos membros da Optimization Interunit Line a possibilidade de estabelecer parcerias e colaboração ao mais alto nível”, salienta.

Algumas das principais mais-valias das WOW Meetings são o incentivo à troca de ideias entre alunos de mestrado e doutoramento e os restantes investigadores, o desenvolvimento de sinergias entre investigadores do INESC Porto LA e a dinamização de contactos com investigadores externos ao Laboratório Associado. “Posso dar como exemplo o tutorial do Prof. Filipe Alvelos, da Universidade do Minho, que no dia 17 de maio proporcionou formação avançada aos investigadores do INESC interessados em métodos de geração de colunas – uma área muito específica dentro da otimização. Sem os WOW, não teríamos esta possibilidade de formação e de ‘networking’”, refere João Pedro Pedroso.

Conseguir a adesão de todas as unidades do INESC Porto LA é um dos objetivos propostos por João Pedro Pedroso. “Até agora tivemos a adesão de elementos de várias unidades, que têm participado ativamente nas WOW Meetings. Mas a nossa meta é ter adesão significativa de todas as unidades do INESC Porto, o que até ao momento não se verificou. Estamos convencidos que com o tempo, graças à qualidade das apresentações e ao networking estabelecido, isso virá a acontecer”, confessa.

Show&Tell aproxima investigadores do INESC Porto

Implementada desde janeiro, esta iniciativa permite aos colaboradores da Unidade de Inovação e Transferência de Tecnologia (UITT) do INESC Porto partilharem conhecimento, mostrarem a evolução dos seus projetos e discutirem entre si novas ideias e abordagens.

Para Abílio Pacheco, investigador da UITT, o Show&Tell é uma boa forma de conhecer os colegas de trabalho. “Antes do Show&Tell existia o Professor João Claro e um conjunto de pessoas de que apenas conhecia o nome e vagamente as áreas em que desenvolviam o seu trabalho. Acontece que ao longo destas sessões este "grupo" tem-se gradualmente transformado numa "equipa", muito fortificada pela fertilização cruzada de diferentes saberes, e é sempre com muito entusiasmo e apreço que participo nesta magnifica iniciativa”, afirma.

Andreia Passos, também da UITT, salienta a importância da partilha de conhecimento. “Estas sessões têm-se mostrado extremamente positivas para o mapeamento de conhecimento dentro da nossa unidade. Vejo-as como uma ocasião privilegiada para aprender, para estar por dentro, por vezes em áreas de especialização com as quais não estou familiarizada. Congratulo a nossa unidade por esta iniciativa que, até agora, tem promovido discussões interessantes entre colegas permitindo a partilha de conhecimento”, confessa.

Também investigadores externos ao Laboratório Associado veem no Show&Tell uma boa oportunidade para o desenvolvimento de contactos. Paulo Sousa, da Indeve, vê esta iniciativa como um espaço eficaz de partilha de conhecimento num curto espaço de tempo: “Como nunca tinha experienciado um evento deste tipo, quer na forma quer no conteúdo, ele acaba por surpreender, não pelo formato, pouco usual mas atraente, mas pela quantidade do conhecimento disponibilizado naquele pequeno espaço de tempo.”

“Gosto sensivelmente dos temas, e dentro deles, a variedade de estudos que o grupo desenvolve surge-me espantosa. E esta admiração pelo trabalho apresentado, por cada um dos intervenientes surge, não do facto de se teorizar ou modelizar numa perspetiva apenas académica, mas também pela forte vertente prática que os estudos incorporam. Finalmente o Show&Tell mostra que disponibilizar um pouco do trabalho de cada um ajuda a tornar grande o trabalho de uma equipa”, acrescenta.

UOSE Weekly Presentations com potencial para crescer

Uma das mais recentes iniciativas de diálogo interunidades, as UOSE Weekly Meetings, promovidas pela Unidade de Opotoelectrónica e Sistemas Eletrónicos (UOSE) do INESC Porto, têm decorrido com regularidade às quartas-feiras nas instalações da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Para Ireneu Dias, coordenador-adjunto da UOSE, o objetivo a curto prazo passa por retomar uma rotina semanal de apresentações das atividades para tornar as UOSE Weekly Presentations numa boa prática.

Apesar da participação de elementos de algumas das unidades do INESC Porto LA, o facto das apresentações terem lugar na Faculdade de Ciências não tem motivado a adesão de investigadores externos à UOSE. Contudo, segundo Ireneu Dias, o manifesto interesse evidenciado nas sessões realizadas até hoje marcam de forma positiva o início das UOSE Weekly Presentations.

Sucesso da LAI em Otimização abre as portas a um novo desafio

Uma LAI é uma organização virtual de investigadores de diferentes unidades do INESC Porto LA identificada por um tema científico ou domínio de aplicação de interesse comum e com suficientes atividades sinergéticas (projetos, publicações, palestras, etc.) que facilitem a investigação e multipliquem os benefícios de esforços individuais de investigação nesse tema ou domínio.

De acordo com a proposta aprovada pelo Conselho Científico, a nova pré-LAI pretende estruturar, desenvolver e incrementar a eficiência dos aspetos teóricos e práticos da SPML dentro do INESC Porto LA. Será dada ênfase à implementação de mecanismos para partilhar o know-how disponível, no processo de aplicação eficiente da SPML numa variedade de problemas, sem descurar a compreensão da teoria por detrás deste processo que permite o correto funcionamento da SPML. Esta pré-LAI vai permitir aos investigadores fora da SPML identificar peritos para a solução dos seus problemas, e incentivar a partilha de conhecimento e de boas práticas entre especialistas da SPML.

Estas iniciativas promovem fóruns de discussão entre as diversas unidades, alimentando a partilha de conhecimento e a colaboração interdisciplinar dentro do próprio INESC Porto LA, representando, assim, um espírito de união inserido num organismo dinâmico, como é o Laboratório Associado.

Fonte Original: BIP 116

MCTES renova estatuto de Laboratório Associado do INESC Porto LA

Foto: Adriano Cerqueira

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, assinou o despacho relativo às verbas do Laboratório Associado do INESC Porto LA, onde está prevista a renovação do Estatuto por 10 anos, a que corresponderá um esquema de financiamento de cinco mais cinco anos. No despacho, já é considerado o novo modelo do LA, estando integrados o INESC Porto e as Unidades Associadas.

Adriano Cerqueira

A renovação do Estatuto traz consigo uma novidade fundamental, que é o reconhecimento oficial de um Laboratório Associado plural e com uma arquitetura distribuída. O Laboratório Associado, a partir de agora, é composto formalmente pelo INESC Porto e pelas Unidade Associadas LIAAD, CRACS, UGEI e CISTER, associadas às Faculdades de Economia, Ciências e Engenharia da Universidade do Porto e ao ISEP, do Instituto Politécnico do Porto.

O HASLab, Parceiro Privilegiado do INESC Porto LA, não é contemplado pois necessita em primeiro lugar de se constituir como Unidade de I&D autónoma, sujeitando-se a avaliação independente. Caso a avaliação seja "muito bom" ou "excelente", poderá então solicitar adesão ao INESC Porto LA.

Fonte Original: BIP 116

sábado, 15 de dezembro de 2012

HASLab torna-se parceiro privilegiado do INESC Porto LA

Imagem D/R

Criado em 2010 a partir do Centro de Ciências e Tecnologias da Computação (CCTC) e do Departamento de Informática da Universidade do Minho, o High Assurance Software Laboratory (HASLab) da Universidade do Minho adquiriu recentemente o estatuto de Parceiro Privilegiado do Laboratório Associado INESC Porto LA.

Adriano Cerqueira

Atualmente em processo de reconhecimento como unidade de I&D FCT para poder solicitar formalmente a inclusão no Laboratório Associado, o HASLab tem como principal objetivo incrementar as capacidades conjuntas da sua equipa na área dos Sistemas Confiáveis.

Correção, capacidade de resposta, previsibilidade, robustez e segurança são fatores necessários para a implementação de um Sistema Confiável. Unir estas diferentes áreas através da pluridisciplinaridade de conhecimentos é um dos principais desafios a que este grupo da Universidade do Minho se propõe.

O HASLab junta um total de 50 colaboradores, 21 dos quais doutorados. Além do INESC Porto LA este grupo mantém parcerias industriais com a PT Inovação, a Critical Software, a Critical Manufacturing, a Pathena, a Edisoft, a Multicert, e a Holandesa Software Improvement Group, entre outras.

A nível académico, o HASLab conta também com uma extensa rede internacional de parceiros. Do Reino Unido colaboram com o HASLab a Royal Holloway, University of London, a University of York, University of Nottingham, e o HP Labs Bristol. A Aalborg University (Dinamarca), a CWI (Holanda), a Universidad Politécnica de Madrid, a École Normale Supérieure (França) e a École Polytechnique Fédérale de Lausanne (Suíça) são outros elementos que merecem destaque nesta lista, assim como, no Brasil, a Universidade de Campinas, a Universidade Federal da Bahia, o Instituto de Aeronáutica e Espaço, e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Fonte Original: BIP 114

INESC Porto catalisa massa crítica em torno do seu Laboratório Associado

Mais de 500 colaboradores e quase 200 doutorados

Imagem D/R

Sete Unidades Nucleares do INESC Porto, quatro Unidades Associadas e um Parceiro Privilegiado agregam um total de 569 colaboradores, 193 dos quais doutorados, dando forma à atual dimensão do projeto de Laboratório Associado (LA) que o INESC Porto pretende mobilizar para o próximo quinquénio e submeteu à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para reconhecimento.

Adriano Cerqueira

Com estatuto de Laboratório Associado desde 2002, o INESC Porto adotou um novo modelo organizativo no início de 2007 com o principal objetivo de alargar o âmbito da instituição enquanto Laboratório Associado. O desafio centrava-se num crescimento em rede que permitisse a consolidação científica com novos grupos que manteriam uma autonomia administrativa e assim abrisse as portas a projetos de maior dimensão, mais exigentes e multidisciplinares. A missão está a ser cumprida.

Um Laboratório Associado reinventado

No dia 1 de março de 2002, o INESC Porto assinava um contrato-programa com a FCT, passando assim tornar-se Laboratório Associado do Ministério da Ciência e Tecnologia, um estatuto exclusivo para instituições de investigação de mérito elevado reconhecido em avaliações externas que mostrassem "capacidade para cooperar, de forma estável, competente e eficaz, na prossecução de objetivos específicos da política científica e tecnológica nacional".

Com assinatura das Atas de Adesão ao Laboratório Associado, no passado dia 16 de fevereiro, o INESC Porto LA passou a contar formalmente com as Unidades Associadas LIAAD (Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão), CRACS (Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados) e UGEI (Unidade de Gestão e Engenharia Industrial), já ligadas na prática ao INESC Porto LA. O mesmo ato deu as boas-vindas ao CISTER (Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real). É ainda de salientar a colaboração do HASLab (High Assurance Software Laboratory), grupo da Universidade do Minho que atualmente detém o estatuto de Parceiro Privilegiado e que se encontra em processo de reestruturação para poder solicitar formalmente a inclusão no Laboratório Associado.

Desde que se tornou Laboratório Associado em 2002 até à assinatura destes Acordos de Adesão em 2011, o INESC Porto LA mais do que duplicou os seus colaboradores (passando de 256 em 2002 para 569 em 2011) e quase quadriplicou o número de investigadores doutorados (eram 58 em 2002 e são 193 em 2011). Nas palavras de José Manuel Mendonça, presidente da instituição, este crescimento resultou de uma estratégia devidamente planeada que passou, entre outros fatores, pelo "aumento de atividade em diversas áreas em que as nossas competências se afirmaram claramente, pela atração de investigadores e grupos de I&D de qualidade pela nossa missão, pelo nosso posicionamento e pelo nosso modelo de organização da investigação, bem como pelo market-pull muito significativo em diferentes áreas".

A Inteligência Artificial

Formado por emancipação da antiga Unidade LIACC (Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência dos Computadores), cuja existência se mantém com esta designação, o Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão desde o início declarou o interesse de pertencer ao INESC Porto LA.

O LIAAD centra a sua atividade em sistemas de apoio à decisão, com particular ênfase nas técnicas de data mining, previsão, modelação adaptativa e otimização, com aplicações em marketing, finanças, escalonamento de processos, saúde, extração de informação de texto, e muitas outras áreas. Ligada ao INESC Porto LA desde 2008, esta Unidade Associada conta hoje com 55 colaboradores, 23 dos quais doutorados.

Liderado por Pavel Brazdil, Fellow do ECCAI (a mais importante organização científica Europeia em Inteligência Artificial), a notoriedade internacional do LIAAD faz-se notar através do contacto que mantém com cerca de 30 universidades espalhadas pelo mundo. O grande fluxo de visitantes estrangeiros por ano e a sua participação em comissões editoriais de revistas científicas são outros exemplos da expressão além-fronteiras desta Unidade Associada. Mereceu referência de Muito Bom na última avaliação promovida pela FCT.

Esta Unidade Associada iniciou a cooperação com o INESC Porto LA em 2007, tendo ajudado a conceber o novo modelo organizacional do Laboratório Associado. Uma parcela muito importante dos seus membros desenvolve atividade na Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Os Sistemas Computacionais Avançados

Também formado a partir do LIACC, o Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados nasceu da motivação de se criar uma unidade de excelência científica com impacto internacional, visando áreas de aplicação com elevada exigência computacional onde novas linguagens e modelos computacionais escaláveis são fundamentais.

Criado em junho de 2007, o CRACS nasce a partir da proposta de uma nova unidade I&D à FCT, liderada por Fernando Silva, desde então coordenador da Unidade. Atualmente a equipa desta Unidade é constituída por 10 doutorados, como membros efetivos e cerca de outros 50 colaboradores, dos quais 18 são alunos de doutoramento e 20 alunos de mestrado.

O CRACS centra a sua atividade nas áreas de linguagens de programação, computação paralela e distribuída, data mining, sistemas inteligentes e arquitetura de software, de forma a procurar resolver problemas concretos em áreas de colaboração multidisciplinar, tais como Biologia, Medicina e Química.

Desde início de 2008 que esta Unidade mantém uma atividade sinérgica com o INESC Porto LA, mantendo a sua genética própria na faculdade de Ciências da Universidade do Porto. A avaliação internacional promovida pela FCT atribui-lhe a classificação de Muito Bom.

Gestão e Engenharia Industrial

A Unidade de Gestão e Engenharia Industrial surgiu em 1991 no seio da Secção de Engenharia Industrial e Gestão do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da FEUP, fazendo parte da Unidade todos os docentes desta Secção.

Com a sua atividade focada na fronteira entre a Engenharia, a Gestão e as Ciências Sociais, a UGEI tem como objetivo identificar processos, técnicas e indicadores de eficiência das instituições. Na base da estratégia desta unidade está o conceito ‘problem-driven research’, que implica o desenvolvimento de soluções ajustadas às necessidades de cada empresa/instituição.

Com relacionamento com INESC Porto desde 2009 mas mantendo um posicionamento institucional separado, na pendência da aprovação da FCT, a UGEI é liderada por José António Sarsfield Cabral e conta atualmente com 20 colaboradores, nove deles com doutoramento. Esta Unidade Associada promove um contacto mais próximo com as empresas, seguindo uma estratégia de ‘problem-driven research’. Com uma classificação de Muito Bom na última avaliação da FCT e a participação em vários projetos de sucesso, a UGEI promete multidisciplinaridade e uma cultura de cooperação intensa, e é com essa vontade de expansão da sua área de influência e de crescimento de forma a alavancar novos projetos que a UGEI se associa ao INESC Porto LA.

Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real

O membro mais recente da família do INESC Porto LA, o Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real formalizou a sua ligação no dia 16 de fevereiro, aquando da Assinatura do Memorando de Entendimento entre o INESC Porto e o ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto).

Sob a liderança de Eduardo Tovar, o CISTER é uma Unidade classificada como Excelente em consecutivas avaliações internacionais promovidas pela FCT. Dedica-se à análise, projeto e implementação de sistemas computacionais embebidos e de tempo real, com ênfase em redes de comunicação, redes de sensores, linguagens de programação, sistemas operativos e sistemas multiprocessador.

Criado em 1997 no ISEP por quatro investigadores, o CISTER teve a sua génese no grupo de investigação IPP-HURRAY, contando, atualmente, com cerca de 42 investigadores, dos quais 16 são doutorados. A unidade de investigação rapidamente se projetou a nível nacional e internacional para se tornar uma das líderes mundiais na sua área de atuação. A nível nacional, o reconhecimento veio em 2004: na área da Engenharia Eletrotécnica e Informática, foi a única unidade de investigação da rede da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) a receber, por um painel de avaliadores internacionais, a classificação máxima de Excelente.

Consolidar massa crítica e apresentar resultados

Já a contar com a futura adesão do grupo HASLab e com o reconhecimento de jure pela FCT de uma realidade que se tem vindo a consolidar para benefício do país, o INESC Porto LA pretende assumir assim uma estrutura e componentes fortes, aliadas a um dimensionamento robusto e estabilizado para os próximos cinco anos, período este em que não se prevê novas adesões. A forte presença do INESC Porto LA nas diversas áreas fundamentais de desenvolvimento científico e tecnológico faz com que o Laboratório Associado foque o seu trabalho em consolidar as massas críticas que o constituem e de converter em resultados o enorme potencial agregado.

O projeto é ambicioso e o desafio é enorme: apesar do salto em dimensão, o INESC Porto pretende preservar a sua identidade genética essencial – a que lhe permite desenvolver ciência de alto nível e, em simultâneo, valorizar o conhecimento e transferir tecnologia para o tecido económico. Este objeto teimosamente perseguido de desenvolver investigação socialmente relevante é uma das características mais originais que caracterizaram o INESC Porto na última década – e que vai manter-se presente na sua pegada.

Em discurso direto

O BIP tentou conhecer a opinião dos lideres das Unidades Associadas sobre a importância dos Acordos recentemente assinados. Aqui ficam algumas declarações.

Pavel Brazdil (LIAAD)

Para Pavel Brazdil, a assinatura do Acordo de Adesão ao Laboratório Associado significou “o reconhecimento da qualidade da nossa investigação por um laboratório associado de excelência mundial e a abertura de inúmeras possibilidades de colaboração e de transferência de tecnologia”. “O INESC Porto representa uma forma muito pragmática, mas exigente, de fazer ciência útil sem descurar a investigação fundamental. Revemo-nos no conceito e esperamos aumentar a nossa qualidade e o nosso impacto com esta associação, não só com o INESC Porto e as suas unidades, mas também com outras Unidades Associados como o CRACS, a UGEI e o CISTER”, acrescenta.

Eduardo Tovar (CISTER)

Eduardo Tovar relembra o historial de colaboração entre INESC Porto e CISTER. “Após a primeira avaliação, conhecida em 2004, e na qual o CISTER obteve a classificação de Excelente, a unidade recebeu um financiamento plurianual com uma componente programática muito importante (os fundos financeiros de base, proporcionais ao número de doutorados, eram relativamente mais pequenos). Esse financiamento foi crucial para alavancar opções estratégicas para o aumento seletivo da massa crítica, mantendo a excelência.

Por estar desacoplado das rubricas financeiras de projetos de investigação, esse financiamento programático permitiu apostar no recrutamento de cientistas doutorados de nível internacional (a UI CISTER foi pioneira na internacionalização massiva dos seus recursos humanos) e apostar no desenvolvimento de IDI específica de ponta sem compromissos associados às especificidades de projetos.

Por opções governamentais, o financiamento programático deixou de ser atribuído às unidades, mesmo as excelentes, havendo no entanto a expectativa que este se mantenha em níveis apropriados no caso dos laboratórios associados. A plurianualidade do financiamento programático é fundamental para a implementação de estratégias de prossecução da excelência numa área tão dinâmica como é a das tecnologias de informação e comunicação.”

“Por outro lado, o CISTER tem de encontrar urgentemente uma solução para as suas instalações. Atualmente, os investigadores do CISTER distribuem-se por três áreas distintas em edifícios distintos do campus do ISEP, sendo que as instalações principais funcionam, desde sempre, em edifícios pré-fabricados de caráter obviamente provisório. O CISTER tem tido por isso muitas limitações, quer funcionais quer de imagem, cada vez mais incompatíveis com as atividades e parcerias (nacionais e internacionais) que tem vindo a protagonizar.

O ISEP e o IPP estão sensíveis a esse problema, e estamos confiantes que esta associação ao INESC Porto LA contribuirá para acelerar a materialização de uma solução no campus do ISEP, entretanto já encontrada pelo ISEP e pelo IPP. É premente que esse processo se concretize nos próximos quatro ou cinco meses, e temos razões para confiar que esta consolidação no INESC Porto LA permitirá acelerar a materialização dessa solução no prazo necessário”, refere o professor.

Eduardo Tovar salienta ainda as mais-valias do Unidade Associada que lidera. “O CISTER tem tido grande capacidade para a obtenção de resultados importantes em diversos domínios de investigação. Não obstante ter já uma longa prática de externalização e exploração desses resultados em projetos pré-competitivos, em parcerias com importantes empresas internacionais e nacionais, temos a convicção que iremos beneficiar da longa experiência e das estruturas disponíveis no INESC Porto, ao nível da pré-incubação de empresas, da transferência de tecnologia e da exploração de resultados de uma forma comercial. Nesta vertente, mas também em algumas áreas científicas complementares, poderemos beneficiar das sinergias a criar com outras unidades do INESC Porto LA”.

“O universo ISEP/IPP irá também beneficiar da marca INESC Porto pela sua projeção nacional junto dos públicos menos especializados, quer o público em geral, potenciais alunos, e outras empresas, já que os atores na especialidade reconhecem o CISTER como parceiro privilegiado na sua área de atuação”, conclui o diretor.

Fonte Original: BIP 113