sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

39 nacionalidades compõem o universo multicultural do INESC Porto


Sete colaboradores estrangeiros contam como é viver em Portugal


Edição Imagem: Adriano Cerqueira
72 colaboradores oriundos de 39 países, são estes os números que dão vida ao ambiente multicultural do INESC Porto. Do Reino Unido à Croácia, dos E.U.A. ao Brasil, e até mesmo do Bangladesh e da Malásia, representantes de cada continente dentro de uma instituição que alberga cerca de 600 colaboradores.

Adriano Cerqueira

De origens e culturas tão distintas, como será a adaptação destes colaboradores à vida em Portugal? Quais as principais diferenças entre nós e os seus países de origem? O BIP lançou estas perguntas a alguns dos colaboradores estrangeiros do INESC Porto e do Laboratório Associado que coordena, agora designado INESC TEC. Conheça as respostas.

QI LUO, CHINA


Qi LuoBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
QL) Na verdade existem grandes diferenças entre a cultura portuguesa e a cultura chinesa, desde o sistema política, aos valores éticos. Além destes, uma das coisas que mais me impressionou foi a atitude. Em Portugal as pessoas põem a família e a qualidade de vida em primeiro lugar, enquanto na China as pessoas costumam olhar para o trabalho como a coisa mais importante, acabando por se esquecerem de apreciar a vida. Outra diferença interessante é que os portugueses jantam muito mais tarde. Na China o jantar costuma ser entre as sete e as oito da noite, enquanto em Portugal, pelo menos na minha experiência, o jantar pode começar às dez, ou às onze e prolongar-se até à meia-noite.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
QL) A língua portuguesa é muito difícil de aprender visto que o português e o chinês pertencem a “sistemas” completamente diferentes. Daquilo que eu sei, a maioria dos estudantes chineses têm o mesmo problema com a língua. Contudo, a língua não é um entrave para eu compreender a cultura portuguesa, que é bastante interessante e de fácil adaptação. O povo português é sempre muito simpático. Fui até convidado para passar o Natal com as famílias de vários colegas para experimentar a verdadeira vida portuguesa.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
QL) Acho que é muito difícil responder a esta questão, pois existem muitas coisas que eu gosto em Portugal. Gosto de viajar por Portugal e de conhecer as diferentes cidades que têm sempre uma surpresa para ti. Também acho que a comida em Portugal é das melhores da Europa, alguns pratos são até parecidos com a cozinha chinesa. Claro que em Portugal tenho que falar sobre o vinho: Tem uma enorme qualidade a um preço muito baixo.

BIP) O que faz para se divertir?
QL) Normalmente costumo sair com alguns amigos no meu tempo livre. Durante o fim de semana costumo ir visitar algumas das cidades mais próximas para conhecer melhor o país. Para mim existe um grande número de novidades que valem a pena serem exploradas em Portugal.

SARAVANAN KANDASAMY, MALÁSIA


saravanan.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
SK) Além da língua e da cultura, o tempo também é muito diferente. Enquanto aqui temos quatro estações, no meu país é sempre verão. Quanto à comida, o arroz é um acompanhamento enquanto a carne é o prato principal, já na Malásia é ao contrário! Outra diferença é o café, enquanto aqui quando peço um café dão-me um expresso, lá quando peço um café num restaurante recebo um galão.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
SK) Nem por isso. Malaca, um Reino na Malásia, foi colonizado pelos portugueses durante 130 anos (1511 – 1641). Apesar de o meu português ainda estar na sua infância, mais de 1000 palavras portuguesas foram integradas na língua malaia. Palavras como Gereja (Igreja), Jendela (Janela), Kemeja (Camisa), Garfu (Garfo), e Mentega (Manteiga) são muito familiares para mim. Além disto a extrema bondade do povo português faz-nos (tanto a mim como à minha mulher e filha) sentir em casa à medida que vamos aprendendo a cultura local e a visitar as suas festividades. 

BIP) O que gosta mais em Portugal?
SK) As pessoas são muito bem-educadas e simpáticas, além da Francesinha e do FC Porto, como é óbvio.

BIP) O que faz para se divertir?
SK) Está a brincar? Sou um estudante em full-time!

KRISTEN SCHELL, E.U.A.


kristen.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
KS) A cultura portuguesa no seu todo não é muito diferente do microcosmos dos Estados Unidos onde cresci. Uma das principais diferenças, contudo, é a tendência dos filhos se afastarem das suas famílias depois de saírem da faculdade. Se tivesses crescido numa pequena cidade como a minha, cedo apercebias-te que as ofertas de emprego nas grandes cidades são bem melhores que as que podes encontrar na tua terra, como resultado disso, muitos jovens vão viver para longe das famílias depois de saírem de casa.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
KS) Acho que as duas coisas mais difíceis de me mudar para Portugal foram encontrar casa e aprender a língua. Antes de me mudar, procurei por cursos de português europeu mas não encontrei nenhum na minha zona. Comecei então a recorrer a ferramentas online para aprender português do Brasil, com a ideia que sempre seria melhor que nada. Quando cheguei aqui, as diferenças na maneira de falar foram logo evidentes. Ainda estou a aprender português e a tentar compreender a pronúncia que para mim é a parte mais difícil, mas espero um dia ser capaz de falar de forma fluente. 

BIP) O que gosta mais em Portugal?
KS) As minhas coisas preferidas sobre Portugal são as pessoas, a comida, o vinho e as paisagens. Especialmente no norte de Portugal, as vistas das serras e do oceano são das mais belas que alguma vez vi.

BIP) O que faz para se divertir?
KS) Quando tenho tempo, gosto muito de viajar, de ver novas paisagens e de explorar diferentes culturas. Também gosto ir à praia ou de fazer caminhadas pelo campo.

JEAN SUMAILI, RÉPUBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO


jeansumali.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
JS) A principal diferença entre Portugal e a República Democrática do Congo são as infraestruturas. O Congo é um país em desenvolvimento e ainda está a trabalhar para poder melhorar as suas infraestruturas e aumentar a qualidade de vida.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
JS) Não foi assim tão difícil adaptar-me à língua e à cultura portuguesa pois já tinha tido contacto com línguas latinas anteriormente. A língua oficial do Congo é o francês e passei os últimos 10 anos em Itália antes de vir para Portugal. O mais difícil é ouvir. Os portugueses costumam falar muito depressa. A sua pronúncia é “fechada” e pouco “clara” para compreender com facilidade.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
JS) Na minha opinião aquilo que gosto mais em Portugal são as pessoas e o seu calor característico. Portugal tem integrado com sucesso pessoas de hábitos e origens diferentes num território diversificado em termos do tempo e das condições climáticas.

BIP) O que faz para se divertir?
JS) Adoro ir ao mercado ao sábado de manhã e ouvir os vendedores a pregoar.

MARCOS DOMINGUES, BRASIL


Marcos DominguesBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
MD) Existem várias diferenças, mas para mim as principais são a comida e o clima.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
MD) Não, como sou brasileiro a adaptação à língua e à cultura foi bastante simples.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
MD) A comida, principalmente o bacalhau. Os portugueses têm uma forma fantástica de preparar este peixe.

BIP) O que faz para se divertir?
MD) Gosto muito de viajar por Portugal e também por outros países da Europa.

MOHAMMAD ABDELLATIF, EGITO


abdellatif.jpgBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
MA) O estilo de vida no geral, o sistema de saúde em particular. O interesse na investigação científica também é muito maior que no Egito, contudo,não gosto do facto das lojas aqui fecharem por volta das oito da noite, no Egito ficam abertas até bem mais tarde.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
MA) Tirei um curso de português ao longo do último ano o que me ajudou a adaptar tanto à língua como à cultura.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
MA) Gosto muito do clima, principalmente no Porto.

BIP) O que faz para se divertir?
MA) Saio com os meus amigos, jogo futebol, natação e outras atividades similares.

LUCIAN CIOBANU, ROMÉNIA


Lucian CiobanuBIP) Quais são as principais diferenças entre Portugal e o seu país?
LC) Do meu ponto de vista não existem diferenças significativas entre Portugal e a Roménia. Penso que cada um tem uma combinação de pequenas diferenças que os tornam únicos.

BIP) Foi difícil adaptar-se à nossa língua e cultura?
LC) Não, muito pelo contrário, penso que em muitos aspetos tanto a língua como a cultura são bastante similares. Quando vim para Portugal demorei pouco tempo a adaptar-me a ambas.

BIP) O que gosta mais em Portugal?
LC) A comida, os vinhos, o oceano e as suas inúmeras atrações turísticas.

BIP) O que faz para se divertir?
LC) Gosto muito de viajar, de fazer longas caminhadas pela praia e pelas serras.

Fonte Original: BIP 119

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jovens aprendem a ser empreendedores no INESC Porto

Ciência Viva escolhe INESC Porto para lançar "Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011"


Edição e Fotografia: Adriano Cerqueira

De entre cerca de mil estágios a nível nacional, a Ciência Viva escolheu a proposta “À descoberta do meu lado empreendedor” como "estágio-bandeira" para o lançamento da iniciativa "Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011". O INESC Porto recebeu então, no passado dia 8 de Julho, a apresentação deste programa de estágios que contou com a presença de Rosalia Vargas, Presidente da Ciência Viva, José Manuel Mendonça, Presidente do INESC Porto, e Paulo Ferreira dos Santos, CEO da empresa Tomorrow Options.

Adriano Cerqueira

Criada em 1997 pela Ciência Viva, esta iniciativa já proporcionou a 10 mil estudantes do ensino secundário um contacto direto com o trabalho de investigação em laboratórios e instituições científicas em todo o País. Rosalia Vargas, que preside à Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica desde a sua fundação, contou durante a sessão um pouco da história inicial do programa, que conta já com 15 anos de existência.

Como nos tornamos empreendedores?

“À descoberta do meu lado empreendedor” é o nome do estágio oferecido pelo INESC Porto na já habitual parceria com esta iniciativa da Ciência Viva, que nos últimos anos tem vindo a acolher alunos do Ensino Secundário, fazendo a ponte entre o ensino e o mundo empresarial. Durante uma semana, seis jovens dos 11º e 12º anos tiveram a oportunidade de participar num estágio intensivo no INESC Porto onde aprenderam a ser empreendedores.

Provenientes de Vendas Novas (Évora), Barreiro e Cinfães (Viseu), os alunos aceitaram o desafio proposto pelo INESC Porto para desenvolver um mini-plano de negócios para um produto de base tecnológica tendo em vista o mercado nacional e internacional, dando assim os primeiros passos no mundo do empreendedorismo. Durante o estágio os alunos conheceram as Unidades do INESC Porto, trabalharam nos Laboratórios de Optoeletrónica e Robótica, e tiveram ainda a oportunidade de visitar as empresas FiberSensing e Flupol.

Dois projetos com potencial inovador

Do estágio intensivo realizado pelos jovens empreendedores surgiram duas ideias para produtos de base tecnológica, desenvolvidos em apenas um dia e meio. Um robô cortador de relva automático e um produto de comida autoaquecida, uma espécie de “marmita para o século XXI”, foram as ideias apresentadas pelos alunos Ciência Viva, perante um júri constituído por Luís Guardão da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP) do INESC Porto, José Magano, Administrador da Audolici - Sistemas Eletrónicos de Áudio, S.A., e André Sá, também da UESP.

Ambas as ideias foram desenvolvidas após algumas sessões de brainstorming inspiradas nas visitas que os alunos fizeram aos Laboratórios de Optoeletrónica e Robótica, onde puderam interagir com sistemas de montagem de fibra ótica, e programar robôs para desempenhar tarefas de desvio de obstáculos e mapeamento de percursos. O contacto com o ambiente empresarial das empresas FiberSensing, spin-off do INESC Porto especializada em sensores de fibra ótica, e a Flupol, empresa de revestimentos que colabora com o INESC Porto no projeto SIIARI – projeto que consiste em desenvolver até 2012 uma célula robotizada capaz de permitir a programação de robôs de pintura diretamente por um pintor especializado sem interferência direta de um programador – também foi importante no desenvolvimento dos mini-planos de negócios apresentados pelos alunos.

Uma oportunidade para mais de mil jovens em cada ano

A sessão de divulgação desta iniciativa promovida pela Ciência Viva contou ainda com intervenções de José Sarilho, estágiário Ciência Viva na edição de 2010 e actual aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e de Filipe Marques, participante da edição atual, que partilharam as suas experiências e explicaram como estas os ajudaram a definir o seu futuro percurso académico.

A decorrer entre 31 de maio e 2 de setembro deste ano, a “Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011” proporciona a mais de um milhar de jovens do Ensino Secundário o primeiro contacto com o mundo empresarial e com a investigação científica feita em Portugal.

Tomorrow Options oferece dispositivo médico WalkinSense ao INESC Porto

À margem do lançamento da “Ocupação Científica de Jovens nas Férias 2011”, a Tomorrow Options ofereceu dois exemplares do dispositivo médico WalkinSense produzido pela empresa ao INESC Porto e à FEUP. A Tomorrow Options é uma spin-off INESC Porto/FEUP e participada da InovCapital que já possui filial em Sheffield (Reino Unido) e representa um exemplo de empreendedorismo nacional bem sucedido.

A oferta de um exemplar do WalkinSense, o seu primeiro produto, surgiu como reconhecimento do apoio prestado pelo INESC Porto e pela FEUP na formação da empresa. O WalkinSense é um dispositivo médico que permite monitorizar e minimizar distúrbios nos membros inferiores, com aplicações na podologia, ortopedia e reabilitação.

Estagiários Ciência Viva em Discurso Direto


Filipe Marques

filipe.jpgEste estágio foi bastante relevante para o meu futuro, pois permitiu ver desde o processo de criação até ao de pôr a ideia no mercado. Foi também importante na medida em que tivemos de nos adaptar a um grupo ao qual não estávamos habituados a trabalhar, mas sem dúvida o mais importante foi ver o potencial que existe no nosso pais e aquele que temos dentro de nós que estava ainda por descobrir.

Sónia Miranda

sonia.jpgNão existem palavras que possam descrever esta semana no INESC Porto, apenas posso dizer que foi, sem dúvida alguma, a semana mais intensa que eu já vivi! Gostaria imenso de repeti-la, uma vez que aprendi e diverti-me bastante. As pessoas com quem contactámos foram espetaculares o que possibilitou que esta semana tivesse todo este sucesso. Certamente que esta fantástica experiência me vai ajudar a escolher o meu futuro profissional.

João Santos

outro.jpgO estágio do INESC Porto foi o melhor até agora. Fomos injetados com tanta informação e absorvi o máximo que pude. Notei isto quando acabou o estágio, no caminho de volta: numa conversa normal surgiam comentários do tipo “olha, era uma boa ideia para um produto para a nossa empresa!”. Aprendi muito e agora penso de maneira diferente em relação à economia e às empresas, e, principalmente, aprendi como tenho de prensar quando for para o ensino superior. Agora vou estar preparado e atento a todas as oportunidades de negócio para um dia desenvolver o meu próprio estudo científico com o objetivo de retirar de lá algo economicamente viável para posteriormente constituir uma empresa. Outra coisa que aprendi foi que quando esse dia chegar posso contar com o INESC Porto para me ajudar.

Gustavo Galveias

gustavo.jpgQue posso eu dizer acerca do INESC Porto? É, sem dúvida, uma instituição importante, que faz a ponte entre a investigação científica e o mundo empresarial, com pessoas muito simpáticas e acessíveis, pelo que posso afirmar que adorei o estágio pois, apesar de ter dado imenso trabalho, julgo que fiquei a compreender melhor como é que essa passagem é feita.
Mais importante que isso, percebi que é possível aplicar os resultados de investigação científica de topo ao nosso quotidiano. A nível pessoal, ajudou-me a decidir o meu curso pois, estando eu indeciso entre a área da engenharia e a da economia, percebi que há a possibilidade de enveredar pelas engenharias sem que isso signifique necessariamente um adeus aos negócios e ao empreendedorismo. Para algum aluno do secundário que esteja a ler isto, aconselho-te a fazeres este estágio. Dá trabalho? Dá. Mas vais ver que compensa.

Liliana Vasconcelos

liliana.jpgDurante a semana de estágio passámos por inúmeras experiências: conhecemos pessoas que nos abriram os horizontes para o futuro, aprofundámos os nossos conhecimentos em diversas áreas, ficámos a saber o que é ser um empreendedor em apenas uma semana. Em suma este estágio foi muito enriquecedor e com certeza que nos vai ser muito útil um dia mais tarde quando entrarmos no mercado de trabalho.

Samuel Coelho

Sinceramente, gostei muito deste estágio, aprendi muito mais do que eram as minhas expectativas iniciais. Já tinha frequentado outras atividades de verão, e esta foi sem dúvida a melhor. Admito que foi cansativa e tivemos que nos esforçar bastante pois tivemos pouco tempo para desenvolver o nosso mini plano de negócios, mas no final foi muito gratificante ouvir as críticas construtivas dos júris que avaliaram o nosso projeto.
Tenho que realçar também o trabalho da nossa monitora Raquel Pestana que se dedicou inteiramente e exigiu muito de nós (o que foi bom) e ao mesmo tempo tornou também, a nossa semana num passeio pela cidade do Porto, onde visitámos faculdades, ruas, diferentes espaços da cidade e experimentámos muitas coisas novas!
No final o saldo é extremamente positivo e só tenho pena que apenas uma pequena percentagem dos alunos tenha acesso a este incentivo ao empreendedorismo que sempre foi importante, principalmente nos dias de hoje onde nos deparamos com um mundo de trabalho altamente competitivo.

Fonte Original: BIP 118

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Relações interunidades reforçam união do INESC Porto LA

LAI, UOSE Weekly Presentations, Show&Tell e WOW Meetings são importantes passos na partilha de conhecimento


Imagem D/R

O sucesso da primeira pré-LAI (Linhas de Ação Inter-Unidades) em Otimização (OIL) deu lugar à recente constituição de uma segunda pré-LAI do INESC Porto LA dedicada a Signal Processing and Machine Learning (SPML). Esta iniciativa de promover as relações entre as diversas unidades do Laboratório Associado, tal como as UOSE Weekly Presentations, Show&Tell e WOW Meetings, incentiva a partilha de conhecimento e a colaboração entre os investigadores que compõem o INESC Porto LA.

Adriano Cerqueira

Estes foros de discussão entre investigadores promovem o diálogo interdisciplinar, assim como o reconhecimento do trabalho efetuado e estimulam a construção de futuros contactos, mesmo quando o objetivo não passa pelo recrutamento de novas colaborações.

WOW Meetings promovem diálogo entre investigadores

As WOW Meetings são uma das atividades da LAI em otimização que promoveu recentemente diversos projetos apresentados na última chamada da FCT, estando neste momento em estudo a possibilidade de submissão de propostas de projetos internacionais.

João Pedro Pedroso, investigador da Unidade de Engenharia de Sistemas de Produção (UESP) do INESC Porto e responsável pelas WOW Meetings afirma que “estas sessões têm constituído momentos privilegiados de encontro da comunidade do INESC Porto LA interessada em otimização, com um impacto que extravasa o perímetro da instituição”. “É de realçar a participação de cientistas de renome mundial, o que a longo prazo irá permitir aos membros da Optimization Interunit Line a possibilidade de estabelecer parcerias e colaboração ao mais alto nível”, salienta.

Algumas das principais mais-valias das WOW Meetings são o incentivo à troca de ideias entre alunos de mestrado e doutoramento e os restantes investigadores, o desenvolvimento de sinergias entre investigadores do INESC Porto LA e a dinamização de contactos com investigadores externos ao Laboratório Associado. “Posso dar como exemplo o tutorial do Prof. Filipe Alvelos, da Universidade do Minho, que no dia 17 de maio proporcionou formação avançada aos investigadores do INESC interessados em métodos de geração de colunas – uma área muito específica dentro da otimização. Sem os WOW, não teríamos esta possibilidade de formação e de ‘networking’”, refere João Pedro Pedroso.

Conseguir a adesão de todas as unidades do INESC Porto LA é um dos objetivos propostos por João Pedro Pedroso. “Até agora tivemos a adesão de elementos de várias unidades, que têm participado ativamente nas WOW Meetings. Mas a nossa meta é ter adesão significativa de todas as unidades do INESC Porto, o que até ao momento não se verificou. Estamos convencidos que com o tempo, graças à qualidade das apresentações e ao networking estabelecido, isso virá a acontecer”, confessa.

Show&Tell aproxima investigadores do INESC Porto

Implementada desde janeiro, esta iniciativa permite aos colaboradores da Unidade de Inovação e Transferência de Tecnologia (UITT) do INESC Porto partilharem conhecimento, mostrarem a evolução dos seus projetos e discutirem entre si novas ideias e abordagens.

Para Abílio Pacheco, investigador da UITT, o Show&Tell é uma boa forma de conhecer os colegas de trabalho. “Antes do Show&Tell existia o Professor João Claro e um conjunto de pessoas de que apenas conhecia o nome e vagamente as áreas em que desenvolviam o seu trabalho. Acontece que ao longo destas sessões este "grupo" tem-se gradualmente transformado numa "equipa", muito fortificada pela fertilização cruzada de diferentes saberes, e é sempre com muito entusiasmo e apreço que participo nesta magnifica iniciativa”, afirma.

Andreia Passos, também da UITT, salienta a importância da partilha de conhecimento. “Estas sessões têm-se mostrado extremamente positivas para o mapeamento de conhecimento dentro da nossa unidade. Vejo-as como uma ocasião privilegiada para aprender, para estar por dentro, por vezes em áreas de especialização com as quais não estou familiarizada. Congratulo a nossa unidade por esta iniciativa que, até agora, tem promovido discussões interessantes entre colegas permitindo a partilha de conhecimento”, confessa.

Também investigadores externos ao Laboratório Associado veem no Show&Tell uma boa oportunidade para o desenvolvimento de contactos. Paulo Sousa, da Indeve, vê esta iniciativa como um espaço eficaz de partilha de conhecimento num curto espaço de tempo: “Como nunca tinha experienciado um evento deste tipo, quer na forma quer no conteúdo, ele acaba por surpreender, não pelo formato, pouco usual mas atraente, mas pela quantidade do conhecimento disponibilizado naquele pequeno espaço de tempo.”

“Gosto sensivelmente dos temas, e dentro deles, a variedade de estudos que o grupo desenvolve surge-me espantosa. E esta admiração pelo trabalho apresentado, por cada um dos intervenientes surge, não do facto de se teorizar ou modelizar numa perspetiva apenas académica, mas também pela forte vertente prática que os estudos incorporam. Finalmente o Show&Tell mostra que disponibilizar um pouco do trabalho de cada um ajuda a tornar grande o trabalho de uma equipa”, acrescenta.

UOSE Weekly Presentations com potencial para crescer

Uma das mais recentes iniciativas de diálogo interunidades, as UOSE Weekly Meetings, promovidas pela Unidade de Opotoelectrónica e Sistemas Eletrónicos (UOSE) do INESC Porto, têm decorrido com regularidade às quartas-feiras nas instalações da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Para Ireneu Dias, coordenador-adjunto da UOSE, o objetivo a curto prazo passa por retomar uma rotina semanal de apresentações das atividades para tornar as UOSE Weekly Presentations numa boa prática.

Apesar da participação de elementos de algumas das unidades do INESC Porto LA, o facto das apresentações terem lugar na Faculdade de Ciências não tem motivado a adesão de investigadores externos à UOSE. Contudo, segundo Ireneu Dias, o manifesto interesse evidenciado nas sessões realizadas até hoje marcam de forma positiva o início das UOSE Weekly Presentations.

Sucesso da LAI em Otimização abre as portas a um novo desafio

Uma LAI é uma organização virtual de investigadores de diferentes unidades do INESC Porto LA identificada por um tema científico ou domínio de aplicação de interesse comum e com suficientes atividades sinergéticas (projetos, publicações, palestras, etc.) que facilitem a investigação e multipliquem os benefícios de esforços individuais de investigação nesse tema ou domínio.

De acordo com a proposta aprovada pelo Conselho Científico, a nova pré-LAI pretende estruturar, desenvolver e incrementar a eficiência dos aspetos teóricos e práticos da SPML dentro do INESC Porto LA. Será dada ênfase à implementação de mecanismos para partilhar o know-how disponível, no processo de aplicação eficiente da SPML numa variedade de problemas, sem descurar a compreensão da teoria por detrás deste processo que permite o correto funcionamento da SPML. Esta pré-LAI vai permitir aos investigadores fora da SPML identificar peritos para a solução dos seus problemas, e incentivar a partilha de conhecimento e de boas práticas entre especialistas da SPML.

Estas iniciativas promovem fóruns de discussão entre as diversas unidades, alimentando a partilha de conhecimento e a colaboração interdisciplinar dentro do próprio INESC Porto LA, representando, assim, um espírito de união inserido num organismo dinâmico, como é o Laboratório Associado.

Fonte Original: BIP 116

sábado, 15 de dezembro de 2012

INESC Porto catalisa massa crítica em torno do seu Laboratório Associado

Mais de 500 colaboradores e quase 200 doutorados

Imagem D/R

Sete Unidades Nucleares do INESC Porto, quatro Unidades Associadas e um Parceiro Privilegiado agregam um total de 569 colaboradores, 193 dos quais doutorados, dando forma à atual dimensão do projeto de Laboratório Associado (LA) que o INESC Porto pretende mobilizar para o próximo quinquénio e submeteu à Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para reconhecimento.

Adriano Cerqueira

Com estatuto de Laboratório Associado desde 2002, o INESC Porto adotou um novo modelo organizativo no início de 2007 com o principal objetivo de alargar o âmbito da instituição enquanto Laboratório Associado. O desafio centrava-se num crescimento em rede que permitisse a consolidação científica com novos grupos que manteriam uma autonomia administrativa e assim abrisse as portas a projetos de maior dimensão, mais exigentes e multidisciplinares. A missão está a ser cumprida.

Um Laboratório Associado reinventado

No dia 1 de março de 2002, o INESC Porto assinava um contrato-programa com a FCT, passando assim tornar-se Laboratório Associado do Ministério da Ciência e Tecnologia, um estatuto exclusivo para instituições de investigação de mérito elevado reconhecido em avaliações externas que mostrassem "capacidade para cooperar, de forma estável, competente e eficaz, na prossecução de objetivos específicos da política científica e tecnológica nacional".

Com assinatura das Atas de Adesão ao Laboratório Associado, no passado dia 16 de fevereiro, o INESC Porto LA passou a contar formalmente com as Unidades Associadas LIAAD (Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão), CRACS (Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados) e UGEI (Unidade de Gestão e Engenharia Industrial), já ligadas na prática ao INESC Porto LA. O mesmo ato deu as boas-vindas ao CISTER (Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real). É ainda de salientar a colaboração do HASLab (High Assurance Software Laboratory), grupo da Universidade do Minho que atualmente detém o estatuto de Parceiro Privilegiado e que se encontra em processo de reestruturação para poder solicitar formalmente a inclusão no Laboratório Associado.

Desde que se tornou Laboratório Associado em 2002 até à assinatura destes Acordos de Adesão em 2011, o INESC Porto LA mais do que duplicou os seus colaboradores (passando de 256 em 2002 para 569 em 2011) e quase quadriplicou o número de investigadores doutorados (eram 58 em 2002 e são 193 em 2011). Nas palavras de José Manuel Mendonça, presidente da instituição, este crescimento resultou de uma estratégia devidamente planeada que passou, entre outros fatores, pelo "aumento de atividade em diversas áreas em que as nossas competências se afirmaram claramente, pela atração de investigadores e grupos de I&D de qualidade pela nossa missão, pelo nosso posicionamento e pelo nosso modelo de organização da investigação, bem como pelo market-pull muito significativo em diferentes áreas".

A Inteligência Artificial

Formado por emancipação da antiga Unidade LIACC (Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência dos Computadores), cuja existência se mantém com esta designação, o Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão desde o início declarou o interesse de pertencer ao INESC Porto LA.

O LIAAD centra a sua atividade em sistemas de apoio à decisão, com particular ênfase nas técnicas de data mining, previsão, modelação adaptativa e otimização, com aplicações em marketing, finanças, escalonamento de processos, saúde, extração de informação de texto, e muitas outras áreas. Ligada ao INESC Porto LA desde 2008, esta Unidade Associada conta hoje com 55 colaboradores, 23 dos quais doutorados.

Liderado por Pavel Brazdil, Fellow do ECCAI (a mais importante organização científica Europeia em Inteligência Artificial), a notoriedade internacional do LIAAD faz-se notar através do contacto que mantém com cerca de 30 universidades espalhadas pelo mundo. O grande fluxo de visitantes estrangeiros por ano e a sua participação em comissões editoriais de revistas científicas são outros exemplos da expressão além-fronteiras desta Unidade Associada. Mereceu referência de Muito Bom na última avaliação promovida pela FCT.

Esta Unidade Associada iniciou a cooperação com o INESC Porto LA em 2007, tendo ajudado a conceber o novo modelo organizacional do Laboratório Associado. Uma parcela muito importante dos seus membros desenvolve atividade na Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Os Sistemas Computacionais Avançados

Também formado a partir do LIACC, o Centro de Investigação em Sistemas Computacionais Avançados nasceu da motivação de se criar uma unidade de excelência científica com impacto internacional, visando áreas de aplicação com elevada exigência computacional onde novas linguagens e modelos computacionais escaláveis são fundamentais.

Criado em junho de 2007, o CRACS nasce a partir da proposta de uma nova unidade I&D à FCT, liderada por Fernando Silva, desde então coordenador da Unidade. Atualmente a equipa desta Unidade é constituída por 10 doutorados, como membros efetivos e cerca de outros 50 colaboradores, dos quais 18 são alunos de doutoramento e 20 alunos de mestrado.

O CRACS centra a sua atividade nas áreas de linguagens de programação, computação paralela e distribuída, data mining, sistemas inteligentes e arquitetura de software, de forma a procurar resolver problemas concretos em áreas de colaboração multidisciplinar, tais como Biologia, Medicina e Química.

Desde início de 2008 que esta Unidade mantém uma atividade sinérgica com o INESC Porto LA, mantendo a sua genética própria na faculdade de Ciências da Universidade do Porto. A avaliação internacional promovida pela FCT atribui-lhe a classificação de Muito Bom.

Gestão e Engenharia Industrial

A Unidade de Gestão e Engenharia Industrial surgiu em 1991 no seio da Secção de Engenharia Industrial e Gestão do Departamento de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da FEUP, fazendo parte da Unidade todos os docentes desta Secção.

Com a sua atividade focada na fronteira entre a Engenharia, a Gestão e as Ciências Sociais, a UGEI tem como objetivo identificar processos, técnicas e indicadores de eficiência das instituições. Na base da estratégia desta unidade está o conceito ‘problem-driven research’, que implica o desenvolvimento de soluções ajustadas às necessidades de cada empresa/instituição.

Com relacionamento com INESC Porto desde 2009 mas mantendo um posicionamento institucional separado, na pendência da aprovação da FCT, a UGEI é liderada por José António Sarsfield Cabral e conta atualmente com 20 colaboradores, nove deles com doutoramento. Esta Unidade Associada promove um contacto mais próximo com as empresas, seguindo uma estratégia de ‘problem-driven research’. Com uma classificação de Muito Bom na última avaliação da FCT e a participação em vários projetos de sucesso, a UGEI promete multidisciplinaridade e uma cultura de cooperação intensa, e é com essa vontade de expansão da sua área de influência e de crescimento de forma a alavancar novos projetos que a UGEI se associa ao INESC Porto LA.

Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real

O membro mais recente da família do INESC Porto LA, o Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real formalizou a sua ligação no dia 16 de fevereiro, aquando da Assinatura do Memorando de Entendimento entre o INESC Porto e o ISEP (Instituto Superior de Engenharia do Porto).

Sob a liderança de Eduardo Tovar, o CISTER é uma Unidade classificada como Excelente em consecutivas avaliações internacionais promovidas pela FCT. Dedica-se à análise, projeto e implementação de sistemas computacionais embebidos e de tempo real, com ênfase em redes de comunicação, redes de sensores, linguagens de programação, sistemas operativos e sistemas multiprocessador.

Criado em 1997 no ISEP por quatro investigadores, o CISTER teve a sua génese no grupo de investigação IPP-HURRAY, contando, atualmente, com cerca de 42 investigadores, dos quais 16 são doutorados. A unidade de investigação rapidamente se projetou a nível nacional e internacional para se tornar uma das líderes mundiais na sua área de atuação. A nível nacional, o reconhecimento veio em 2004: na área da Engenharia Eletrotécnica e Informática, foi a única unidade de investigação da rede da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) a receber, por um painel de avaliadores internacionais, a classificação máxima de Excelente.

Consolidar massa crítica e apresentar resultados

Já a contar com a futura adesão do grupo HASLab e com o reconhecimento de jure pela FCT de uma realidade que se tem vindo a consolidar para benefício do país, o INESC Porto LA pretende assumir assim uma estrutura e componentes fortes, aliadas a um dimensionamento robusto e estabilizado para os próximos cinco anos, período este em que não se prevê novas adesões. A forte presença do INESC Porto LA nas diversas áreas fundamentais de desenvolvimento científico e tecnológico faz com que o Laboratório Associado foque o seu trabalho em consolidar as massas críticas que o constituem e de converter em resultados o enorme potencial agregado.

O projeto é ambicioso e o desafio é enorme: apesar do salto em dimensão, o INESC Porto pretende preservar a sua identidade genética essencial – a que lhe permite desenvolver ciência de alto nível e, em simultâneo, valorizar o conhecimento e transferir tecnologia para o tecido económico. Este objeto teimosamente perseguido de desenvolver investigação socialmente relevante é uma das características mais originais que caracterizaram o INESC Porto na última década – e que vai manter-se presente na sua pegada.

Em discurso direto

O BIP tentou conhecer a opinião dos lideres das Unidades Associadas sobre a importância dos Acordos recentemente assinados. Aqui ficam algumas declarações.

Pavel Brazdil (LIAAD)

Para Pavel Brazdil, a assinatura do Acordo de Adesão ao Laboratório Associado significou “o reconhecimento da qualidade da nossa investigação por um laboratório associado de excelência mundial e a abertura de inúmeras possibilidades de colaboração e de transferência de tecnologia”. “O INESC Porto representa uma forma muito pragmática, mas exigente, de fazer ciência útil sem descurar a investigação fundamental. Revemo-nos no conceito e esperamos aumentar a nossa qualidade e o nosso impacto com esta associação, não só com o INESC Porto e as suas unidades, mas também com outras Unidades Associados como o CRACS, a UGEI e o CISTER”, acrescenta.

Eduardo Tovar (CISTER)

Eduardo Tovar relembra o historial de colaboração entre INESC Porto e CISTER. “Após a primeira avaliação, conhecida em 2004, e na qual o CISTER obteve a classificação de Excelente, a unidade recebeu um financiamento plurianual com uma componente programática muito importante (os fundos financeiros de base, proporcionais ao número de doutorados, eram relativamente mais pequenos). Esse financiamento foi crucial para alavancar opções estratégicas para o aumento seletivo da massa crítica, mantendo a excelência.

Por estar desacoplado das rubricas financeiras de projetos de investigação, esse financiamento programático permitiu apostar no recrutamento de cientistas doutorados de nível internacional (a UI CISTER foi pioneira na internacionalização massiva dos seus recursos humanos) e apostar no desenvolvimento de IDI específica de ponta sem compromissos associados às especificidades de projetos.

Por opções governamentais, o financiamento programático deixou de ser atribuído às unidades, mesmo as excelentes, havendo no entanto a expectativa que este se mantenha em níveis apropriados no caso dos laboratórios associados. A plurianualidade do financiamento programático é fundamental para a implementação de estratégias de prossecução da excelência numa área tão dinâmica como é a das tecnologias de informação e comunicação.”

“Por outro lado, o CISTER tem de encontrar urgentemente uma solução para as suas instalações. Atualmente, os investigadores do CISTER distribuem-se por três áreas distintas em edifícios distintos do campus do ISEP, sendo que as instalações principais funcionam, desde sempre, em edifícios pré-fabricados de caráter obviamente provisório. O CISTER tem tido por isso muitas limitações, quer funcionais quer de imagem, cada vez mais incompatíveis com as atividades e parcerias (nacionais e internacionais) que tem vindo a protagonizar.

O ISEP e o IPP estão sensíveis a esse problema, e estamos confiantes que esta associação ao INESC Porto LA contribuirá para acelerar a materialização de uma solução no campus do ISEP, entretanto já encontrada pelo ISEP e pelo IPP. É premente que esse processo se concretize nos próximos quatro ou cinco meses, e temos razões para confiar que esta consolidação no INESC Porto LA permitirá acelerar a materialização dessa solução no prazo necessário”, refere o professor.

Eduardo Tovar salienta ainda as mais-valias do Unidade Associada que lidera. “O CISTER tem tido grande capacidade para a obtenção de resultados importantes em diversos domínios de investigação. Não obstante ter já uma longa prática de externalização e exploração desses resultados em projetos pré-competitivos, em parcerias com importantes empresas internacionais e nacionais, temos a convicção que iremos beneficiar da longa experiência e das estruturas disponíveis no INESC Porto, ao nível da pré-incubação de empresas, da transferência de tecnologia e da exploração de resultados de uma forma comercial. Nesta vertente, mas também em algumas áreas científicas complementares, poderemos beneficiar das sinergias a criar com outras unidades do INESC Porto LA”.

“O universo ISEP/IPP irá também beneficiar da marca INESC Porto pela sua projeção nacional junto dos públicos menos especializados, quer o público em geral, potenciais alunos, e outras empresas, já que os atores na especialidade reconhecem o CISTER como parceiro privilegiado na sua área de atuação”, conclui o diretor.

Fonte Original: BIP 113