domingo, 23 de dezembro de 2012

INESC TEC desenvolve perfis de consumo na Bósnia e Herzegovina

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC TEC assinou um contrato de fornecimento de consultoria avançada para implementação de um programa de Load Research na Bósnia e Herzegovina (BiH). Este contrato surgiu na sequência de uma solicitação da Advanced Engineering Associates International.

Adriano Cerqueira

O INESC TEC vai apoiar diretamente os reguladores e operadores da rede elétrica da BiH no desenvolvimento de perfis de consumo para o funcionamento do mercado elétrico e, também, na definição de metodologias que permitam quantificar de forma completa os custos associados aos vários tipos e grupos de consumidores.

Da parte do INESC TEC esta atividade conta com a colaboração dos consultores Nuno Fidalgo e Vladimiro Miranda.

Fonte Original: BIP 121

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

INESC Porto analisa impacto das energias renováveis na Madeira

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O INESC Porto vai realizar um estudo sobre o comportamento do sistema elétrico das ilhas da Madeira e Porto Santo para a Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM). O estudo teve início no passado mês de julho e tem como objetivo avaliar os impactos resultantes de um aumento significativo da presença de fontes de energia renováveis no sistema elétrico do arquipélago madeirense e propor soluções adequadas para mitigar esses impactos.

Adriano Cerqueira

O aumento contínuo da integração de energias renováveis (nomeadamente de eólica e solar) no arquipélago da Madeira, estimado até 2020, foi o mote para a prestação de consultoria técnica à EEM.

Num cenário de elevado crescimento do volume de integração de produção de origem renovável, torna-se importante investir em capacidade de armazenamento, com recurso a sistemas hídricos com bombagem, para permitir a transferência da produção de períodos de consumo reduzido para as horas de ponta de consumo.

O estudo protagonizado pelo INESC Porto divide-se em duas vertentes. Numa primeira fase será avaliada a necessidade de recorrer a sistemas hídricos com bombagem com base em tecnologias de frequência variável a instalar nos novos sistemas hídricos reversíveis que serão colocados em serviço pela EEM. Este tipo de tecnologia irá permitir uma maior flexibilidade na compensação das variações da produção de energia de origem renovável, bem como na contribuição para garantir a segurança de operação em situações de curto-circuito.

Na segunda fase, o estudo centrar-se-á na avaliação da adequação do volume de armazenamento e das potências que vão ser instaladas nos equipamentos de produção/bombagem das instalações hídricas. Esta etapa do projeto irá possibilitar a identificação de um conjunto de hipóteses de bombagem, em termos de energia armazenável e potência instalada, que vão permitir limitar o desperdício de energia renovável de acordo com determinados critérios.

O projeto encontra-se já em fase de execução. João Peças Lopes, diretor do INESC Porto, e Carlos Moreira serão os responsáveis pela coordenação do projeto, que conta ainda com a participação de Maria Helena Vasconcelos e Mauro Rosa.

Fonte Original: BIP 119

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

INESC Porto em projeto sobre redes de transmissão de energia

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto vai participar no projeto europeu “innovative Tools for Electrical System security within Large Areas (iTESLA)”. Inserido no 7º Programa-Quadro da Comissão Europeia, o objetivo deste projeto é desenvolver uma toolbox flexível que permita apoiar no futuro a operação das redes de transmissão de energia elétrica pan-europeias.

Adriano Cerqueira

O consórcio do projeto iTESLA envolve 21 parceiros. A RTE (operador da rede de transporte da França e coordenador do projeto), a REN (Rede Elétrica Nacional, S.A) e a REE (Red Electrica de España) são alguns dos operadores de sistema de transmissão europeus que participam neste projeto. É de destacar o papel do INESC Porto e da Imperial College London como representantes dos centros de investigação e universidades, respetivamente. Em particular, o INESC Porto, através da USE, ficará responsável pelo desenvolvimento do Work Package 7 que diz respeito à integração e validação global das ferramentas de apoio à operação das redes de transmissão desenvolvidas no iTESLA.

O projeto encontra-se neste momento em fase de negociação com a Comissão Europeia. André Madureira da USE e João Peças Lopes, Diretor do INESC Porto, serão os responsáveis pela participação do INESC Porto neste projeto. 

Fonte Original: BIP 118

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Estratégias sustentáveis para cidades com auxílio do INESC Porto

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto vai participar no projeto europeu "Design of a decision support tool for sustainable, reliable and cost-effective energy strategies in cities and industrial complexes (CitInES)". Inserido no 7º programa-quadro da União Europeia, o projeto CitInES pretende desenvolver ferramentas para apoiar cidades e empresas industriais a tomar decisões relativas ao planeamento de sistemas de energia.

Adriano Cerqueira

O objetivo final do projeto é estimular um futuro energético sustentável da Europa, disponibilizando ferramentas que considerem as interações entre vários vetores energéticos a diferentes escalas. Avaliar o impacto das estratégias de planeamento urbano e as decisões de investimento em termos económicos, financeiros e ambientais; otimizar a estratégia energética local incluindo a utilização de energias renováveis, a mobilidade elétrica, a coordenação entre diferentes vetores energéticos e o desenvolvimento de redes inteligentes e a gestão da procura, e avaliar os riscos financeiros e ambientais, propondo estratégias robustas face às incertezas relativas ao preço dos combustíveis, são os principais propósitos do CitInES.

O projeto conta com a participação de 11 parceiros, entre os quais INESC Porto, ARTELYS (coordenador do projeto), AIT, CMA-Armines, Schneider Electric e TUPRAS, assim como as cidades de Bolonha e Cesena.

A reunião de arranque (kick-off) será em Paris, em setembro de 2011. Yannick Phulpin (USE) será o responsável pela participação do INESC Porto neste projeto.

Fonte Original: BIP 117

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

INESC Porto elabora RoadMap para ONS brasileiro

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O Operador Nacional do Sistema brasileiro (ONS) contratou a Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto para o desenvolvimento de um RoadMap em previsão de energia eólica voltado para a realidade brasileira.

Adriano Cerqueira

O contrato entre o INESC Porto e o ONS surge no âmbito de uma consultoria técnica especializada para o acompanhamento do projeto "Desenvolvimento de modelo de previsão de geração de energia de parques eólicos da região nordeste", o qual consta no Plano de Ação do ONS e está a ser desenvolvido pela equipa da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE/FADE.

A história de outros contratos com o ONS, e uma já conhecida experiência em previsão de energia/potência eólica do INESC Porto, aliada aos contactos previamente estabelecidos com o ONS, foram fatores importantes para a realização deste contrato.

Além da orientação em forma de um RoadMap para o Brasil e do acompanhamento do projeto, destaca-se na solicitação do ONS o objetivo de acelerar o passo do desenvolvimento eólico no Brasil.

O contrato tem a duração de 18 meses com início previsto para o corrente mês de maio. Vladimiro Miranda, Mauro Rosa, Jean Sumaili, Joana Mendes e Marco Saran formam a equipa responsável por este projeto.

Fonte Original: BIP 116

domingo, 16 de dezembro de 2012

MERGE com nota positiva ao fim do primeiro ano

INESC Porto dá passo importante na massificação do carro elétrico


Edição Imagem: Adriano Cerqueira
Cumprido o primeiro ano, o projeto MERGE (Mobile Energy Resoures for Grids of Electricity), do qual o INESC Porto é líder científico, deixou impressões claramente positivas junto da Comissão Europeia depois da mais recente avaliação. Após o primeiro ano de atividade é de destacar o grande volume de material que foi produzido neste período, e a assinalável capacidade de resposta dos parceiros envolvidos.

Adriano Cerqueira

Inclusão do carro elétrico próximo de se tornar uma realidade

Um dos pontos de maior relevo é o empenho do consórcio em proceder à avaliação dos impactos do desenvolvimento da mobilidade eléctrica nos sistemas eléctricos de países como Portugal, Espanha, Grécia, Reino Unido e Alemanha. De destacar também a identificação de soluções definidas pelas indústrias eletroquímica e automóvel para a construção de diferentes tipos de baterias para serem utilizadas em veículos elétricos. Realce ainda para o desenvolvimento de interfaces avançados para ligação das baterias dos veículos elétricos às redes elétricas, dotados de capacidade de resposta local e de capacidade de comunicação com sistemas de gestão de alto nível, permitindo um carregamento controlado e inteligente das baterias. As estratégias de gestão e controlo de carregamento identificadas foram posteriormente integradas em diferentes ferramentas de análise de sistemas elétricos de energia, com o propósito de avaliar o impacto que os carregamentos de baterias poderão causar nos diferentes segmentos do sistema elétrico: Distribuição, Transporte e Produção.

De salientar os estudos associados ao impacto da mobilidade elétrica no funcionamento em regime dinâmico do sistema elétrico, onde se tem procurado avaliar a contribuição do veículo elétrico para o controlo de frequência primário, secundário e terciário, bem como avaliar da possibilidade de, explorando a flexibilidade do controlo da carga veículo elétrico, permitir integrar maiores volumes de produção renovável, com características de variabilidade, sem que a robustez de exploração do sistema seja comprometida, o que muito agradou à comissão de avaliação.

Cooperação internacional é a chave

Os dois anos de duração prevista do MERGE, que conta com João Peças Lopes como Coordenador Científico do projeto, obrigam a uma forte interação entre os parceiros do projeto para criar sinergias e organizar um sentido de orientação comum. Mauro Rosa, coordenador do MERGE na Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto, classifica como muito positiva a relação do INESC Porto com as restantes empresas e centros de investigação e salienta ainda a participação da empresa do ramo automóvel, RICARDO. “A capacidade de resposta da RICARDO tem sido uma mais-valia ao projeto, na qual todos os parceiros estão a aprender e a poder trocar experiências”, refere.

“Outro destaque fica por conta do interesse dos TSOs (Transmission System Operator) e DSOs (Distribution System Operator) - Iberdrola, REE - Red Electrica de España, REN - Rede Elétrica Nacional e PCC – Operador da Rede Elétrica da Grécia - envolvidos, principalmente no seguimento da avaliação do impacto que os veículos terão sobre a operação dos sistemas elétricos em um futuro próximo”, acrescenta o investigador.

Preparação das Redes Elétricas é o grande desafio do MERGE

O MERGE é o maior projeto de investigação com financiamento da UE na área da mobilidade eléctrica, visando preparar o sistema elétrico europeu para a massificação da utilização de veículos automóveis elétricos. Com um orçamento de 4,5 milhões de euros, o MERGE apresenta como principal objetivo encontrar soluções que permitam explorar a infraestrutura existente no sistema elétrico, minimizando a necessidade do seu reforço, de modo a evitar sobrecustos que teriam que ser suportados pelos utilizadores dos veículos elétricos, criando barreiras ao desenvolvimento do conceito.

A necessidade de reduzir as emissões dos gases poluentes e a futura escassez de petróleo devem conduzir à massificação da utilização de veículos elétricos. Consequentemente, a introdução deste novo elemento de consumo no nosso quotidiano tornará necessária a procura de soluções para que a rede elétrica esteja preparada para os receber.

Sistema “inteligente” é a solução

A viabilidade deste novo paradigma de mobilidade assenta no incentivo do carregamento noturno das baterias, por corresponder aos períodos em que a rede elétrica está menos carregada, e de preferência quando existir também disponibilidade de recursos energéticos renováveis para a produção de eletricidade. Enquanto líder científico do projeto MERGE, o INESC Porto está a contribuir para o desenvolvimento de um sistema “inteligente”, a funcionar em ambiente de mercado, que adapte os carregamentos das baterias dos veículos elétricos à disponibilidade dos recursos energéticos, tomando em conta as limitações técnicas das infraestrutura das redes, considerando as características dos sistemas elétricos europeus.

O eventual congestionamento da rede e as dificuldades dos centros produtores em alimentarem os acréscimos de consumo de eletricidade (que podem resultar da ligação dos veículos elétricos à rede) constituem barreiras a esta mudança de paradigma. O anoitecer de um dia frio de inverno é um exemplo de uma situação destas: na rua, o sistema de iluminação pública é ligado mais cedo; em casa, luzes e aquecimento juntam-se ao fogão, televisão, etc.. Imaginando que, por essa altura do dia, os condutores dos veículos elétricos ao retornarem do trabalho para casa, ligam o carro à tomada para carregar as baterias das viaturas, a simultaneidade destes consumos provoca uma situação em que o sistema não é capaz de dar resposta à totalidade das necessidades do consumo de eletricidade.

MERGE recorre a renováveis para carregar veículos elétricos

São exatamente estas situações que o projeto MERGE pretende resolver, ao mesmo tempo que se propõe viabilizar economicamente a implementação da infraestrutura que permite o abastecimento em eletricidade dos veículos elétricos na Europa. Uma das linhas orientadoras do projeto em que o INESC Porto participa consiste em minimizar a necessidade de investimento no reforço das infraestruturas da rede elétrica existente, bem como do parque produtor de energia elétrica. Evitam-se, desta forma, também um conjunto de sobrecustos que acabariam por ter que ser suportados pelos utilizadores dos veículos elétricos. Maximizar a utilização de energias renováveis para o carregamento das baterias dos veículos elétricos é outro dos objetivos do MERGE.

Esta nova realidade implica a emergência de novos modelos de negócio no mercado energético: substituição rápida/carregamento rápido de baterias (em estações de serviço especiais que terão que ser entretanto criadas para servir os novos veículos elétricos) e carregamento lento controlado ou não controlado das baterias (em ruas, parques públicos ou privados de superfícies comerciais ou empresas, garagens colectivas de condomínios ou mesmo na garagens de moradias de cidadãos comuns).

Portugal lidera nas energias renováveis

O sistema eletroprodutor português, pela presença de uma forte componente renovável, pode assegurar a produção de mais eletricidade a partir de fontes de energia “verdes”. Assim, em Portugal os veículos elétricos podem ser mais amigos do ambiente do que em outros países, nomeadamente na Europa Central (fortemente dependente de combustíveis fósseis para a produção de eletricidade). Admite-se que em 2025 a potência eólica instalada em Portugal possa atingir os 9000 MW (atualmente esta potência já ultrapassa os 4000 MW).

O consórcio do projeto MERGE, o maior projeto de investigação europeu do 7º Programa-Quadro (2007-2013) destinado a avaliar o impacto no sistema elétrico de uma utilização em larga escala de veículos elétricos na Europa, envolve 16 empresas e instituições de IDT europeias e o MIT (EUA). Neste projeto participa também a empresa portuguesa REN – Redes Energéticas Nacionais.

Em Discurso Direto


Mauro Rosa, USE

O primeiro ano foi, sem dúvida nenhuma, muito intenso. Porém, foi também gratificante do ponto de vista dos estudos preliminares realizados, bem como da adaptação das ferramentas de análise, que eram o grande desafio deste primeiro período. Alguns resultados, ainda preliminares, já podem ser vistos, e do ponto de vista científico alguns artigos contendo essas experiências foram publicados para dar conhecimento à comunidade científica dos avanços que estamos a promover nesta área. Dessa forma, pode-se dizer que este primeiro ano do projeto MERGE foi bastante satisfatório. Porém, esse efeito fez crescer o desafio para o segundo ano.

Carlos Tejerina, Planificação nas redes de distribuição da Iberdrola

A ferramenta desenvolvida em conjunto com o INESC Porto vai de encontro às expectativas?

Veremos dentro de 12 meses. Este projeto acaba em 2012 mas por agora estamos a ter boas expectativas. Acreditamos que podemos aprender como inserir o veículo elétrico na rede de distribuição que é a parte que envolve a minha empresa.

Como caracteriza a relação do INESC Porto com a sua empresa?

A relação com o INESC Porto está a ser muito boa e bastante próxima. Estamos a trabalhar com vontade e falamos muito. É um instituto que trabalha muito bem e que tem grandes profissionais, principalmente ao desenvolver as ferramentas e a fazer os estudos.

Quais os possíveis impactos a nível económico e ecológico do MERGE?

O MERGE em si é muito completo, dentro das seis áreas que o compõem estamos mais centrados nos estudos. Há outras áreas que se têm que preocupar em como integrar tudo o que estudamos aqui no desenvolvimento futuro do carro elétrico que, como vantagens ecológicas, irá usar menos combustível fóssil, terá maior rendimento e vai usar mais energias renováveis. Eu acredito que no futuro o carro elétrico será um produto que vai minorar um pouco as necessidades que temos de energias externas como é o petróleo, pela aposta nas energias renováveis e pelo consumo mais eficiente da energia.

Qual a inovação que a ferramenta desenvolvida pelo INESC Porto pode trazer para a sua empresa?

O que o INESC Porto nos está a mostrar de melhor são os novos desenvolvimentos de ferramentas de análises de dados. Nós, como companhia elétrica, podemos proporcionar dados de uma rede, tais como que taxas de falha podemos ter, que tipo de consumidores existem e o INESC Porto analisa com as suas ferramentas inovadoras o impacto para integrar na nossa rede elétrica actual. A parte que nos parece mais interessante são os consumos do carro elétrico, que se misturam com os consumos actuais que geram impactos diversos e passam por ver qual o seu efeito na nossa rede.

Belén Diaz-Guerra, Departamento de Planificação da Rede da REE (Rede Elétrica de Espanha)

A ferramenta desenvolvida em conjunto com o INESC Porto vai de encontro às expectativas?

São uns planos bastante técnicos e profissionais dentro do que estamos a ver no projeto. Por culpa de todos tivemos uns atrasos, mas a ferramenta parece adequada e bastante interessante.

Quais os possíveis impactos a nível económico e ecológico do MERGE?

Os impactos que esperamos alcançar são na direção da relação não-política europeia. Que se entenda bem a posição das empresas elétricas e que os nossos requisitos, reticências ou perspetivas sobre o veículo elétrico se encaixem bem com os fabricantes, para que se possa obter algo satisfatório para ambos. E nesse sentido temos que diminuir o impacto no meio ambiental e sobretudo aumentar a eficiência energética que é importante para todos os países.

Qual a inovação que a ferramenta desenvolvida pelo INESC Porto pode trazer para a sua empresa?

Eu acredito que o valor acrescentado do MERGE a nível europeu é unir muitas perspetivas diferentes, cada um tem umas redes elétricas diferentes, necessidades e características do próprio país diferentes. É preciso fazer algo mais porque afinal o fabrico de carros é a nível global e não tem em consideração as características da rede elétrica, o que para mim é que tem mais valor acrescentado. É necessário um desenvolvimento comum e equilibrado que faça sentido em todo o lado.

Pedro Cabral, Responsável pelo Departamento de Segurança de Abastecimento da REN

A ferramenta desenvolvida em conjunto com o INESC Porto vai de encontro às expectativas?

Sim, a ferramenta surgiu de uma necessidade nossa e portanto foi especificada ao longo de um processo demorado mas completo. Assim, só tinha que resultar num produto que respondesse às nossas necessidades. Neste momento nós estamos a utilizá-lo em regime industrial na nossa atividade.

Como caracteriza a relação do INESC Porto com a sua empresa?

A participação da REN no projeto MERGE poder-se-ia considerar independente do projeto Reservas. Evidentemente que aqui não há essa independência completa porque se criou a parceria para desenvolver o projeto Reservas e as três entidades estavam cientes da mais-valia que era participarmos todos no projeto MERGE. O desafio foi lançado pelo INESC Porto, e as mais-valias que vimos da nossa parte, conjugadas com a utilização do Reservas e com a possibilidade de desenvolvermos funcionalidades associadas à integração do carro elétrico, eram no fundo o concretizar de um anseio nosso, portanto não perdemos a oportunidade.

Quais os possíveis impactos a nível económico e ecológico do MERGE?

No que diz respeito à integração de carros elétricos, tem essencialmente a ver com a segurança do abastecimento. O carro elétrico é que tem em si a vantagem de evitar emissões de gases do efeito de estufa, porque usa energias renováveis ou combustíveis menos intensivos em carbono e também porque tem uma eficiência global de conversão superior à dos veículos atuais. Isso está associado em concreto aos carros elétricos e não tanto em relação com aquilo que a REN vê que pode retirar do benefício para a sua atividade na participação do MERGE.

Essas vantagens têm essencialmente a ver com os benefícios do planeamento a longo prazo que é uma das nossas responsabilidades quer a nível das infraestruturas da rede propriamente ditas, quer na identificação das necessidades de reserva, um aspeto que não depende diretamente de nós. Quanto à concretização dos meios de produção que constituem essa reserva, nós somos os últimos a responder porque somos responsáveis pela gestão em tempo real do sistema e portanto não podemos deixar que as coisas aconteçam. Temos de fazer estudos com uma antecedência necessária para identificar essas necessidades de maneira a que o mercado depois tenha tempo e a que sejam criados os mecanismos que deem tempo ao mercado de responder de modo a que esses meios venham a estar disponíveis em tempo útil. Devo dizer que o projeto passou agora, no início do ano, a primeira metade, e já nos forneceu inputs importantes que estamos neste momento a utilizar nos nossos estudos.

Qual a inovação que a ferramenta desenvolvida pelo INESC Porto pode trazer para a sua empresa?

Por exemplo, os perfis previstos para a utilização da infraestrutura para carga dos veículos elétricos vão-se traduzir num impacto no nosso diagrama de consumo que é a principal variável de análise da segurança de abastecimento em estádios futuros. O facto de termos matéria-prima para poder caracterizar esses impactos a nível do diagrama de cargas através dos inquéritos que foram realizados no âmbito do projeto e do tratamento por especialistas no cuidado desses dados, permitiu-nos poder utilizar essa informação. De outra maneira não teríamos acesso a informação tão rica e, por outro lado, ela não seria certamente tão bem tratada, porque o projeto permitiu reunir um conjunto de especialistas que, de outra maneira, não estariam a trabalhar em conjunto para um objetivo comum.

A REN tem neste momento as ferramentas que lhe permitem fazer uma avaliação das necessidades. Estas aparecerão, esperamos nós, quando o carro elétrico se massificar e é importante que, com a antecedência necessária, nós passemos essas mensagens que serão, por exemplo, transmitidas através dos nossos relatórios de monitorização da segurança de abastecimento que produzimos anualmente e que são depois entregues às autoridades, nomeadamente à Direção Geral de Energia.

Fonte Original: BIP 115

INESC Porto apresenta resultados do projeto Europeu ANEMOS.plus


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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto apresentou os resultados obtidos no âmbito do projeto europeu ANEMOS.plus num workshop organizado pela REN – Rede Eléctrica Nacional. O workshop teve lugar no passado dia 23 de março e contou com a presença de cerca de 70 participantes do setor elétrico profissional e do meio académico.

Adriano Cerqueira

Com início em 2008, o projeto ANEMOS.plus tem como objetivo desenvolver ferramentas que utilizam previsões probabilísticas da produção eólica para apoio à decisão na gestão do sistema elétrico e participação no mercado de eletricidade. Numa segunda fase, estas ferramentas serão demonstradas em modo operacional para diferentes utilizadores finais, entre os quais se encontra a REN. O ANEMOS.plus tem a duração de três anos e meio.

A primeira parte do workshop centrou-se em apresentações sobre sistemas/algoritmos de previsão eólica, onde foram apresentados por Vladimiro Miranda os algoritmos de previsão eólica desenvolvidos pelo INESC Porto LA para o Argonne National Laboratory dos EUA.

Já na segunda parte foram apresentados os resultados das três ferramentas demonstradas para a REN, desenvolvidas pelo INESC Porto no âmbito do projeto: Ajuda à fixação da reserva operacional do sistema; Avaliação da possibilidade de congestionamentos e violações de tensão na rede de transmissão e Coordenação otimizada de parques eólicos e centrais hídricas com armazenamento.

A equipa do ANEMOS.plus é constituída por Manuel Matos, Ricardo Bessa, Leonardo Bremermann e Ivo Costa.

Fonte Original: BIP 115

sábado, 15 de dezembro de 2012

INESC Porto LA fornece ferramenta de apoio à reconfiguração de redes no Brasil

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) e o Laboratório de Inteligência Artificial e Apoio à Decisão (LIAAD) do INESC Porto LA participam no projeto SIMULESP (Simulador Especialista de Tempo Real Para Apoio A Decisão) com a Eletropaulo (São Paulo, Brasil).

Adriano Cerqueira

O contrato, assinado em janeiro, visa a prestação de serviços à UNISANTA (Universidade Santa Cecília, São Paulo, Brasil) que é a entidade responsável por este projeto P&D com a duração de três anos.

Cabe ao INESC Porto LA desenvolver e fornecer à UNISANTA uma ferramenta de apoio à reconfiguração da rede de sub-transmissão da Eletropaulo, integrável no SIMULESP. A ferramenta irá utilizar técnicas avançadas de aprendizagem automática sobre fluxos contínuos de dados e de apoio à decisão, baseada em toda a informação disponível da rede, incluindo a informação do SCADA obtida em tempo real. Mobilizam-se assim os conhecimentos de operação de redes da USE com as mais-valias nas áreas da aprendizagem automática e do tratamento da informação existentes no LIAAD.

A coordenação deste projeto está a cargo de Jorge Pereira, por parte da USE, e de João Gama, por parte do LIAAD.

Fonte Original: BIP 114

INESC Porto auxilia empresa elétrica grega na preparação de candidatura a financiamento europeu

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A Unidade de Sistemas de Energia (USE) do INESC Porto, com o apoio da Unidade de Sistemas de Informação e Computação Gráfica (USIG), coordenou a preparação de uma proposta da PPC (Public Power Corporation – Grécia), a maior empresa grega de eletricidade, ao programa Europeu NER 300.

Adriano Cerqueira

Este programa é destinado a financiar parcialmente projetos em áreas relacionadas com a eficiência energética, a gestão de redes (incluindo a presença reforçada de renováveis - nomeadamente parques eólicos e painéis fotovoltaicos) e a diminuição da emissão de CO2 através da instalação de tecnologias menos poluentes.

O papel da USE passou pela caracterização da evolução das emissões de CO2 até 2025, considerando diversos cenários de evolução da produção renovável e da carga, pela identificação dos investimentos necessários e pela preparação da documentação técnica de apoio à proposta apresentada.

Esta coordenação surgiu na sequência de um contrato inicial estabelecido entre o INESC Porto e a PPC, em março de 2010. O objetivo do contrato passa por definir a arquitetura do sistema de controlo das redes de energia elétrica em cerca de 40 ilhas gregas, incluindo Creta e Rodes, e no levantamento dos meios de comunicação com as instalações da Public Power Corporation, localizadas em Atenas.

A coordenação esteve a cargo de João Tomé Saraiva, tendo estado também envolvidos Jorge Pereira, André Moreira, Luís Seca e Mauro Rosa, por parte da USE, e Paulo Monteiro, da USIG.

Fonte Original: BIP 113

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

REN seleciona INESC porto para realizar estudos sobre a rede nacional de transporte

Imagem: D/R

Equipa da Unidade de Sistemas de Energia (USE) venceu o concurso da Rede Eléctrica Nacional (REN) para a realização do Estudo de Estabilidade Transitória e de Controlo de Tensão da Rede Nacional de Transporte (RNT) no Horizonte 2014.

Adriano Cerqueira

Este trabalho de consultoria tem como questões centrais a garantia de segurança e de estabilidade da RNT e a necessidade de proporcionar condições para a ligação de novos centros eletroprodutores eólicos. Uma das possíveis soluções para estes problemas é a integração de equipamentos do tipo FACTS (Flexible AC Transmission Systems) na RNT. Os FACTS são dispositivos estáticos baseados em eletrónica de potência, cujo objetivo é permitir aumentar a controlabilidade do sistema.

O projeto estudará a colocação sobre a RNT de uma classe específica de dispositivos FACTS. A sua aplicação destina-se ao controlo de tensão e suporte de potência reativa em regime permanente, bem como ao suporte de tensão na sequência de curto-circuitos que possam ocorrer na RNT, reduzindo ou evitando a desligação de potência eólica na sequência de curto-circuitos e contribuindo para a melhoria das condições de estabilidade da rede.

Além da participação da USE, está ainda prevista a subcontratação do IIT - Instituto de Investigación Tecnológica, da Escuela Técnica Superior de Ingeniería de la Universidad Pontificia Comillas de Madrid. A equipa que participará na execução do projeto é liderada por João Peças Lopes e conta com os investigadores Manuel Matos, Carlos Moreira, Luís Seca, Helena Vasconcelos, Pedro Marques, Bernardo Silva, e Luis Rouco do IIT.

Fonte: BIP 112