quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Comunicar Ciência em debate na UBI

Comunicar Ciência: A Publicação Científica e os seus Públicos vai ter lugar na Universidade da Beira Interior, no dia 25 de Outubro


Banner Comunicar Ciência, Design: Adriano Cerqueira
O Laboratório de Comunicação Online (LabCom) vai organizar no próximo dia 25 de Outubro, a conferência “Comunicar Ciência: A Publicação Científica e os seus Públicos”. Este evento, desenvolvido no âmbito do projecto Comunicar Ciência, tem como objectivo debater novos métodos de organização, arquivo e classificação de informação.

A Bibliometria na avaliação da Ciência, Rankings e Factores de Impacto, Open Access e Edição de Revistas indexadas na Web of Science, são os principais temas em debate.

Como comunicam os cientistas com os seus pares, e que consequências importa essa forma de o fazer para a ciência que produzem? Que desafios trazem os modos de publicação emergentes – nomeadamente, publicação digital, Open Access, LOTE, o papel das actividades de arquivo e indexação, aspectos sociais e políticos da classificação e ranking de publicações, - e podem as Humanidades abraçá-los sem reservas, são algumas das questões que orientam os trabalhos.

Dirigidas a professores, investigadores, estudantes e bibliotecários as presentes jornadas têm como propósito reunir peritos nas áreas das ciências e humanidades para reflectirem sobre o sentido das respectivas actividades, aprofundando algumas destas questões.

“Comunicar Ciência: A Publicação Científica e os seus Públicos” conta ainda com a participação de Rodrigo Costas Comesaña, da Universidade de Leiden (Holanda), Gary Hall, da Coventry University, David Miño, da Elsevier, Luís Nunes Vicente (Universidade de Coimbra), Francisco Peixoto (European Journal of Psychology of Education), João Manuel Nunes Torrão (Universidade de Aveiro), e Eloy Rodrigues (Universidade do Minho), entre outros reputados especialistas na área.

Comunicar Ciência: A Publicação Científica e os seus Públicos é um dos eventos associados à International Open Access Week, evento mundial que decorre entre os dias 21 e 27 de Outubro de 2013.

Para mais informações pode consultar o website da conferência em: http://www.comunicarciencia.ubi.pt/conferencia/index.html

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Academia RTP aposta na Comunicação de Ciência

Reação Espontânea dá a conhecer a linha da frente da investigação científica em Portugal



Poster Promocional Reação Espontânea

Reação Espontânea é o nome da nova série documental da Academia RTP. Ao longo de seis episódios o espectador é levado a conhecer os principais avanços da investigação científica em Portugal nas áreas da antropologia, bioquímica, biomedicina, biologia molecular, genética e medicina.

Como envelhecemos? Que avanços estão a ser feitos no diagnóstico e tratamento do Cancro da Mama? Estamos perto de uma cura para a SIDA? É possível erradicar a Malária? O que é a Epigenética? Quais os segredos da evolução do Homem? O Reacção Espontânea dá a resposta a estas questões através dos principais protagonistas nas temáticas do Envelhecimento, Cancro da Mama, SIDA, Malária, Epigenética e Evolução Humana em Portugal.

Cada episódio é contado em primeira-mão por cientistas de renome internacional, complementados pelo testemunho de pessoas que beneficiaram dos avanços científicos nas áreas do tratamento de doenças como a SIDA e o Cancro da Mama.

O Reação Espontânea foi desenvolvido ao longo de quatro meses, entre Agosto e Dezembro de 2012. Com gravações em Lisboa, Porto e Coimbra, esta série documental visitou alguns dos principais centros portugueses de investigação em Ciência. O Instituto Gulbenkian de Ciência (ICG), o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), o Instituto de Medicina Molecular (IMM), o Centro de Ciências Forenses da Universidade de Coimbra e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), são os institutos em destaque na temporada de estreia desta série documental.

Cada episódio tem a duração de cinco minutos e estará inserido dentro de um magazine da Academia RTP, do qual farão também parte as rúbricas EnRaizar, 1+1, Tolerância Zero e Mau Maria.

A equipa do Reação Espontânea é composta por Pedro Ramos (Autor e Realizador), Adriano Cerqueira (Edição), Alexandre Cunha (Direcção de Fotografia) e Diana Albuquerque (Produção).

Adriano Cerqueira

domingo, 15 de fevereiro de 2009

200 anos de Darwin celebrados em exposição na Universidade do Porto


Edifício da Reitoria acolhe exposição comemorativa do bicentenário do nascimento do "Pai" do evolucionismo. Até 24 de Novembro, com ciclo de palestras paralelo.

Adriano Cerqueira

Entre raros exemplares do livro “A Origem das Espécies” e centenas de espécimes do espólio do Museu de História Natural da Universidade do Porto, a obra de Charles Darwin é homenageada, a partir de 12 de Fevereiro, no edifício da Reitoria da UP.

Aproveitando a passagem dos 200 anos sobre o nascimento do naturalista, a exposição "Charles Darwin (1809-2009) – Evolução e Biodiversidade" propõe uma viagem “2 em 1” até ao universo do autor da Teoria da Evolução das Espécies. “Comemoramos o nascimento de Darwin, mas também os 150 anos da Teoria da Evolução, dois momentos fundamentais da História da Ciência” explica ao JPN, Jorge Eiras, director do Museu de História Natural.

Dividida em quatro núcleos, a exposição “acompanha os vários aspectos da obra de Darwin”. Para isso o visitante é desde logo confrontado com uma sala dedicada às viagens do Beagle onde embarcou o naturalista britânico nas suas viagens de exploração. Através de fotografias, livros e exemplares de animais, pode ainda conhecer-se um pouco mais sobre a passagem de Darwin pelos Açores, Cabo Verde e pelas incontornáveis ilhas Galápagos.

A promoção da biodiversidade é outra das apostas de uma exposição “para todas as idades”. Para isso, estão reservadas duas áreas destinadas à descoberta de várias espécies de insectos, mamíferos e peixes, com o apoio de filmes explicativos. “A ideia é revelar os caminhos da evolução e a necessidade de conservar a biodiversidade. A nossa sobrevivência depende disso”, atira Jorge Eiras, para quem, “apesar da grande evolução da ciência”, o darwinismo "permanece actual nos seus fundamentos”.

Tentilhão em destaque

Por entre espécies do passado e do presente que se entrecruzam com os visitantes, o destaque da exposição centra-se no tentilhão das ilhas Galápagos recolhido na mesma altura em que Darwin realizou as suas observações. “Havia um senhor chamado Braga Junior que tinha uma colecção muito importante de animais da América do sul. Depois de ele falecer, os familiares cumpriram o desejo antigo do senhor e ofereceram-na ao museu em 1905. Entre o espólio estava o tentilhão”, explica Jorge Eiras.

De resto, um koala, uma ema e um condor juntam-se a peixe exóticos, primatas, aves, entre outras das espécies que povoam o mundo de Darwin, patente na Reitoria. A exposição inclui ainda uma vasta colecção de insectos, na qual se podem encontrar algumas das maiores espécies de borboletas do mundo.

Paralelamente, está prevista a realização de um ciclo de quatro palestras a cargo de especialistas na área da biodiversidade. A primeira tem lugar no dia 19 de Fevereiro e terá como anfitrião Carlos Almada, professor da Universidade de Lisboa.

Museu de Zoologia reabre em Maio

O Museu de Zoologia da UP encontra-se encerrado ao público desde Maio do ano passado, devido ao incêndio que atingiu o edifício da reitoria. “Felizmente, o museu ficou intocável, o incêndio parou à porta”, revela Jorge Eiras, director do Museu. Contudo, as obras nas zonas afectadas do edifício, forçaram o museu a fechar. O responsável admite que a reabertura do espaço ao público está para breve. “O mais brevemente possível, para finais de Maio, o Museu de Zoologia abrirá as portas”, refere.

A exposição vai estar patente até 24 de Novembro. A sala estará aberta de segunda a sábado, entre as 10 e as 19 horas. A entrada é livre.

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